Papa Francisco nomeia novo bispo auxiliar de Brasília (DF)

O papa Francisco nomeou no ultimo dia 19 de fevereiro monsenhor Marcony Vinícius Ferreira como bispo auxiliar de Brasília (DF). Atualmente, atua como vigário geral da mesma arquidiocese.

Monsenhor Marcony nasceu no dia 03 de março de 1964, em Brasília (DF). Ingressou para o Seminário Maior Nossa Senhora de Fátima, em 1982, onde cursou Filosofia e Teologia. Recebeu a ordenação presbiteral em 03 de dezembro de 1988.

Especializou-se em Liturgia no Instituto Teológico Pastoral de Bogotá, em 1989, e no Pontifício Instituto Litúrgico Santo Anselmo em Roma, de 1993 a 1996. Possui mestrado em Liturgia pela Pontifícia Universidade Santa Cruz de Roma.

Em sua caminhada como presbítero, monsenhor Marcony foi coordenador de Pastoral da arquidiocese de Brasília, membro do Conselho de Presbíteros e do Colégio de Consultores. Também foi coordenador da formação litúrgica-doutrinal dos Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística e responsável pelo folheto litúrgico “Povo de Deus”. Foi secretário geral do 16º Congresso Eucarístico Nacional, em 2010, e vigário episcopal do vicariato centro, em Brasília. Foi pároco da paróquia Nossa Senhora do Rosário de Fátima, de Sobradinho (DF), de 1989 a 1993,e da Catedral de Brasília, de 1996 a 2010.

Atividades
Monsenhor Marcony tem uma trajetória no sacerdócio dedicada à formação de padres. Lecionou diferentes disciplinas no Seminário Maior Nossa Senhora de Fátima, Ordinariado Militar de São Paulo e Seminário Redemptoris Mater. Atualmente é professor do Curso Superior de Teologia, da arquidiocese de Brasília, e autor de diversos artigos sobre religião publicados no Jornal de Brasília.

Monsenhor Marcony, é muito amigo de Nosso Santuário e do próprio padre Agustín, para quem não sabe ele é neto de dona Graciana. a ele e sua família nosso parabéns por sua eleição.

Fonte: CNBB

Postado por: Nailson Veras

agente da PASCOM ESPERANÇA.

Paróquia de Nossa Senhora da Esperança será Santuário

Nesta sexta-feira dia 31 de janeiro nossa Paróquia será elevada Santuário Mariano, em entrevista realizada nesta quinta-feira (30) Pe. Agustín Falou um pouco sobre o decreto de criação.

“Esta nossa festa de Nossa Senhora da Esperança deste ano 2014 é especial. O Sr. Arcebispo Metropolitano, Dom Jaime Vieira Rocha, pela iniciativa do Deputado Estadual, Sr. José Dias, tem tido a bondade, dia 31 de janeiro, na primeira novena de nossa Padroeira, de proclamar o Decreto, pelo qual nossa Igreja se tornará SANTUÁRIO DE NOSSA SENHORA DA ESPERANÇA”.

Ao mesmo tempo, Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus (jesuítas), Ordem religiosa à qual pertence o Papa Francisco e também o Pe. Agustin, será nomeado co-padroeiro, junto a nossa padroeira Nossa Senhora da Esperança.

PARABÉNS PARA TODOS O SANTO POVO DE DEUS EM NOSSA PARÓQUIA!

Por: Nailson Veras

Paróquia visa maior segurança durante a 29ª Festa da Padroeira

A Paróquia de Nossa Senhora da Esperança, continua a todo vapor na organização da 29ª Festa da Padroeira. Ontem (07), o Conselho Paroquial e Pastoral reuniu-se com os representantes dos movimentos e pastorais de toda a paróquia, para debaterem sobre alguns assuntos já em andamento para a Festa. Os assuntos mais discutidos foram o tradicional jantar da família, que este ano espera receber cerca de 400 convidados, além do Bingo que encerrará as festividades de Nossa Senhora da Esperança.

Os agentes de pastorais foram bastante críticos com a abordagem das pautas. “É preciso que todos participem das reuniões para que possam trazer novas sugestões e melhorias, fazendo com que a nossa festa se torne cada vez melhor, com o passar dos anos”, disse o representante do Conselho, Marcão.

Este ano, uma das maiores preocupações é com a segurança dos que estarão em torno da festa. O Corpo de Bombeiros está sendo acionado, mas ainda sem certeza do órgão fiscalizador, para auxiliar com instruções e orientações, no que diz respeito à segurança das barracas, uso de gás de cozinha para preparo de alimentos, rede elétrica que será distribuída pelo local da festa, assim como a segurança por um todo, dos visitantes e comunidade.

De acordo com o CB, ainda não é possível uma equipe visitar o local da festa para instruções e orientações, tendo em vista que o processo de aprovação de projetos e ART’s estão em andamento. Somente após isso, será possível um suporte maior do órgão.

Durante a reunião de ontem, o representante do conselho paroquial também ratificou a importância dos ambulantes em atentar para a segurança de seus carrinhos e equipamentos. Tal medida visará unicamente à segurança de todos que estarão presentes na festa da padroeira.

Em dezembro de 2013, na cidade de Ceará Mirim-RN, um brinquedo do parque de diversões que foi instalado para a festa da padroeira do município, apresentou falha técnica no momento da utilização. O corpo de Bombeiros foi acionado e com o brinquedo em altura aproximada de 15m. do solo, o CB conseguiu resgatar sem ferimentos cerca de 14 pessoas. Outras, precisaram ser levadas à hospitais da região com fraturas leves, após caírem do equipamento.

O jantar da família será realizado no dia 18 de janeiro (sábado), e as senhas estão sendo vendidas com os agentes de movimentos e pastorais. O local será o salão paroquial e o horário, a partir das 19:30h (após a Santa Missa). Já as cartelas do bingo estarão disponíveis em breve, para aqueles que irão tentar a sorte grande e concorrer a um montante de prêmios.

A próxima reunião do Conselho Paroquial, juntamente com os movimentos e pastorais, será na próxima terça-feira, dia 14 de janeiro.

PARABÉNS, PAPA FRANCISCO!

PARABÉNS, PAPA FRANCISCO!


A última entrevista do Papa foi dada ao “Vatican Insider”, dia 14 deste mês. Mais uma entre outras conversas, sempre descontraídas e espontâneas, com uns e com outros. A primeira, logo após a JMJ em Rio de Janeiro. No avião que o devolvia a Roma, mais um “papo” com jornalistas. Depois, mais entrevistas para jornais italianos, para a revista dos jesuítas e agora a derradeira (por enquanto). Além disto, faz pequenas homilias diárias, comentando as leituras que correspondem à liturgia, nas que vai aplicando o Evangelho às circunstâncias. E assim, de coração aberto, o Papa Francisco diz o que pensa e faz o que diz, mostrando a que veio a uns e a outros, católicos ou não. Uma primavera (revolução? reforma?) eclesial está em marcha. Não faltam entusiastas nem detratores.

A revista “Time” o declara a personalidade do ano, assim como também outras prestigiosas  publicações dão destaque ao novo Papa, como “The New Yorker”, “Vanity Fair” ou “Foreign Policy”, entre outras.

Constatamos que, a partir de Roma, um impetuoso vento latino-americano sacode as poeiras do tempo acumuladas em nossa bimilenar e querida Igreja, tentando devolver o brilho original do Evangelho. Às palavras medidas, pesadas e contadas das costumeiras declarações papais, sucede-se um Papa que conversa espontaneamente, deixando o coração falar e expressando-se com palavras e acento próprias do portenho bonaerense castiço. Assim é o Papa e assim transparece. Assim, pois, o que percebo de suas palavras, gestos e atitudes é que, para o Papa Francisco

1) A Igreja é o Povo de Deus e é o sujeito da vida e da história da Igreja. Por isso:

a) Já enviou questionário com trinta e oito perguntas para serem respondidas por todos: Bispos, Clérigos, religiosos, paróquias, comunidades, leigos, etc. de todo o mundo.

b) Este questionário, pela primeira vez dirigido a todos os batizados e não apenas aos Sres. Bispos ou aos técnicos e teólogos, corresponde à preparação do próximo Sínodo dos Bispos sobre a Família, extraordinário para 2014 e ordinário no ano seguinte.

c) Uma observação papal: não, ao clericalismo imperante ainda em tantos ambientes, herança de velhos hábitos. E sim, apóio contundente à profecia. “Se falta a profecia, prevalece o clericalismo” –diz o Papa (que é tanto quanto dizer que onde não há carisma prevalece a instituição), e conclui: “Senhor, liberta teu povo do clericalismo!”.

2) A Igreja é missão: O centro da vida eclesial (de todos os batizados) é Jesus Cristo e o Evangelho que se verifica quando se traduz num anúncio e numa ação amorosa direcionada a todos, mas especialmente aos mais pobres e marginalizados da sociedade. Assim:

a) “A Igreja existe para evangelizar”, dizia já Paulo VI, na Encíclica “Evangelii nuntiandi” (Sobre o anúncio do Evangelho). Mas, a missão da Igreja é de todos os batizados, sejam religiosos ou não, sejam políticos, empresários ou assalariados, jovens ou velhos, etc. E seu ponto de partida é a opção preferencial pelos pobres. O próprio Papa mostra esta preferência em suas atitudes com relação aos doentes, crianças, anciãos, migrantes, desempregados, as vítimas das guerras, da fome, dos comportamentos inumanos, etc. É a missão concreta da evangelização que vai além das palavras e se torna ação.

b) Toda pessoa e toda a humanidade como tal, são o centro do amor de Deus, o centro da atenção da Igreja. Não sobra ninguém. Deus caminha conosco, mesmo sendo pecadores, neste nosso mundo como ele é, pois no rosto das carências e sofrimentos humanos, revela-se a presença e o apelo do Senhor.

c) Observação papal: “A Igreja não é alfândega”, mas a casa de todos. A missão da Igreja é acolher a todos.

3) A Igreja é comunhão: De acordo com o Concílio Vaticano II e do próprio Joseph Ratzinguer (Bento XVI), o teólogo pós-conciliar, não mais uma igreja com estrutura piramidal, senão como uma rede de comunidades e de igrejas. A partir deste princípio, penso, vem:

a) A reforma do Papado, não mais como o vértice de uma estrutura piramidal de poder, mas como presidência da fé na caridade eclesial.

b) A cúria vaticana, não mais “vaticano-cêntrica”, senão como uma instância de serviço para todas as igrejas.

c) A colegialidade dos Bispos em comunhão entre si e com o Bispo de Roma.

d) A atividade ecumênica vai à procura da comunhão entre as Igrejas, especialmente com aquelas Igrejas que detêm a sucessão apostólica.

4) Há ainda muitos outros assuntos pontuais controversos, mas a força das soluções estará sempre na misericórdia e no evangelho do Senhor. A doutrina está aí, certamente, mas a misericórdia prevalece. Por exemplo, alguns destaques da mídia:

a) A questão de dar (ou não) a comunhão a pessoas divorciadas, que contraíram um segundo casamento, está sendo levantada com divisão de opiniões. Segundo a revista alemã, “Die Zeit”, entre os Cardeais alemães, há algum que outro  a favor e algum que outro em contra, segundo a procedência das escolas teológicas de Ratisbona ou de Insbruck.

b) A questão “gay” também será colocada no próximo sínodo. Um grupo gay brasileiro já respondeu o questionário papal ao respeito.

c) Sobre a presença das mulheres na vida da Igreja: segundo o Papa Francisco, não se trata de clericalizá-las senão de valorizá-las, pois a Igreja é fundamentalmente feminina e está em dívida histórica com elas.

d) Com relação às ideologias e rótulos ideológicos: “Não sou de direitas”, afirmou, e às acusações de algum setor norte-americano e do “Tea Party” de ser marxista, responde que não, que não é marxista, que o marxismo é uma equivocação, mas que não se ofende por isso, pois conhece marxistas que são boas pessoas… E repetidamente tem chamado a atenção para não transformar o Evangelho numa ideologia.

e) Constatamos que não faltam aqueles que se opõem ao Papa Francisco. Nem fora nem dentro da Igreja. Depois da Exortação Apostólica “Gaudium Evangelii” (A alegria do Evangelho) grupos norte-americanos (mais explícitos) e europeus (menos explícitos) estão bem incomodados com o papa Francisco, por afirmações como que “o capitalismo mata”. Também, os de dentro de casa, acostumados mais ao poder de impor doutrinas do que à liberdade do Evangelho, rezam a Deus para que “ilumine ou elimine” o Papa Francisco. Já apareceu algum Cardeal comentando que a Exortação Apostólica “A alegria do Evangelho”, não passará para o magistério papal. Assim, como não está fácil para ninguém, também não está fácil para Francisco.

Dia 17 do presente mês, o Papa Bergoglio completou 77 anos. De meio mundo chegaram os parabéns. O Papa celebrou a costumeira missa matinal na capela da Casa santa Marta, onde mora, com o pessoal que trabalha na casa. Depois tomou café com eles. Cantaram os parabéns e assim foi o primeiro aniversário do Papa Francisco em Roma. Um grupo de jovens se reuniu numa das Igrejas romanas para rezar por ele.

Desde aqui, em nossa oração, nos unimos a todos aqueles que desejam o melhor para o Papa de Roma, para a Igreja e para esta nossa humanidade.

Pe. Agustin Calatayud Salom sj

Confraternização do EJAC

Aconteceu no ultima dia 13 sexta-feira após a Santa Missa, a confraternização do EJAC paroquial no salão paroquial da Igreja Matriz na ocasião houve também a entrega de pasta da nova equipe do EJAC para o ano de 2014. O diretor espiritual do EJAC Diácono Jesse Lucas esteve presente onde deu posse à nova equipe e comentou a atuação dos dois anos do encontro na Paróquia. Também esteve presente no jantar a equipe da Paróquia de Candelária, onde durante estes anos foram padrinhos, o padre Júlio César e o padre Agustín sj.

As fotos estão no Facebook da pascomesperanca.

Clube de Mães realiza exposição

Aconteceu no domingo 08 de dezembro a tradicional exposição de artesanato confeccionado pelas sócias do clube de mães Nossa Senhora da Esperança segundo Antonia Gomes Pereira uma das participantes do clube a exposição acontece todos os anos sempre em dezembro e que é um momento muito bom para elas exporem os trabalhos e venderem os artesanatos ainda de acordo com Antonia, os cursos oferecidos são de pintura em pano de prato, boneca, vaginite, crochê, pão zera etc.

Quem deseja participar dos cursos pode se escrever as reuniões acontecem todas as sexta na Legião de Maria a partir das 2:00 horas da tarde.

As fotos estão disponíveis no Facebook da pascomesperanca


Comunidade de Nova Cidade festaja sua Padroeira

Acontece desde do dia 29 de Novembro até o dia 08 de dezembro a Festa em honra a Nossa Senhora da Conceição Padroeira do bairro de Nova Cidade. Durante o período acontece  novenas; Shows de bandas católicas; barracas com comidas típicas; sorteios e etc. As novenas acontecem sempre a partir das 19:30 hs.

São Francisco Xavier – 03 de dezembro

São Francisco Xavier

Dia 03 de dezembro a Igreja celebra o Padroeiro Universal das Missões: São Francisco Xavier. Companheiro de Santo Inácio de Loyola e co-fundador da Companhia de Jesus. Conheceram-se os dois santos na Universidade de La Sorbonne de Paris, quando eram estudantes. Com reticências, fez os Exercícios Espirituais com Santo Inácio e, com outros cinco companheiros fundaram o embrião daquilo que mais tarde seria a Ordem religiosa da Companhia de Jesus.

Os jesuítas nasceram num contexto mundial cheio de desafios tanto políticos quanto religiosos: o Novo Mundo recém descoberto e as novas viagens transatlânticas, a Reforma de Lutero no centro europeu, o iminente concílio de Trento que quis ser a Contra-reforma católica, etc. Tudo isto tornou a incipiente ordem religiosa dos jesuítas numa ordem missionária, cujo centro vital seria Jesus e o Evangelho, de acordo com os desafios que a Europa encontrara: precisava-se urgentemente evangelizar a Europa que se desagregava no que se chamaram as guerras de religião mas que, na realidade, eram guerras que respondiam aos interesses de seus reis e príncipes; viajar com os veleiros na procura de novas rotas marítimas, de novas terras, acompanhando marujos e colonos com o Evangelho no coração e nos lábios; evangelizar os novos povos desconhecidos que, aqui e acolá, iam se encontrando e em tantas partes, defender os “índios” da cupidez de colonizadores e militares.

Desde o castelo de Xavier (Navarra, Espanha), passando por Paris, imbuído do espírito dos exercícios espirituais de Santo Inácio, surgiu o jesuíta Francisco Xavier, uma espécie de alter ego de Santo Inácio. Este teve que ficar em Roma como Superior Geral da recém fundada Ordem religiosa. Enquanto que o companheiro Francisco Xavier rodou pelo sul e pelo sudeste asiático, como o semeador da parábola, lançando a Boa Semente do Evangelho: primeiro em Goa, Malaca, na Índia, onde contam as crônicas que cansou o braço de tanto batizar, depois no Japão para, finalmente, morrer quando se dispunha a entrar na China, em Sanchoão, aos 03 de dezembro de 1552.

É claro que, do século XVI para cá, muito tem chovido e é claro também que hoje o mundo é diferente. Fique para nós o espírito que moveu a São Francisco Xavier para evangelizar hoje nosso mundo como ele tentou, até dar sua vida, em nome do Senhor.

O Papa jesuíta, Francisco nos exorta a todos a levar Jesus e o evangelho no coração e nos lábios ao nosso mundo, como é hoje. A sermos uma igreja missionária. No século XVI Francisco Xavier nos deixou o exemplo de dedicação e de doação da vida no serviço missionário. Hoje é nossa vez.

Padre Agusstín SJ

Pe. Agustín comenta sobre a Alegria do Evangelho do Papa Francisco

Aquilo que eu destacaria da “Evangelii Gaudium” (A alegria do Evangelho) do Papa Francisco


Nestes dias passados, além de ler detidamente a Exortação do Papa Francisco, quis trazer os destaques de alguns jornais internacionais a seu propósito. Destaques, certamente, pertinentes e altamente positivos e realistas. Mas, para meu gosto, ficaram um tanto aquém. Por isso, com toda consideração pelo que eles destacaram, eu mesmo quero pôr em relevo o que me parece o central da exortação:

1) É evidente que o Papa Francisco nos exorta a todos, Bispos, padres, religiosos e leigos a fazermos de nossa vida cristã uma missão. Todo batizado é povo de Deus e, conseqüentemente, como tal é um missionário. A vida concreta do cristão é missão . Aparece nisto, claramente, o Papa jesuíta que é, por definição, um missionário.

2) A alegria (“gaudium”) do batizado consiste, precisamente, na realização de sua missão na vivência pessoal e comunitária que acontece na evangelização deste nosso mundo como ele é. E cuja verdade se torna em um serviço aos mais pobres e frágeis. Como Jesus.

3) Com relação a missão, não há precedência de ninguém sobre ninguém. Isto é, aqueles que foram ordenados (bispos, padres, diáconos) ou aqueles que são grandes –ou pequenos teólogos, ou técnicos pastoralistas… apenas têm uma função eclesial, mas todos os batizados são missionários igualmente.

4) Não seria escusa para o cristão a escassa formação teológica ou doutrinária, pois evangelizar é sobretudo uma questão de amor. Um amor que tem dois trilhos paralelos: por um lado está a acolhida do amor que vem de Deus por meio de Jesus e do Evangelho e, por outro lado, esse amor primeiro se transforma em amor para as pessoas.

5) Amor para todos, sim, mas com predileção pelos mais pobres e mais frágeis e tendo nestes seu ponto de partida e de referência.

6) Para que isto aconteça, o Papa jesuita aconselha a todos uma meditação orante sobre o Evangelho, que nos leve a acolher a presença de Jesus em nossas vidas, como origem de nossa maneira de sermos missionários, isto é, viver nossa inteira vida como missão, isto é, um amor concreto que se torna serviço, sempre, a começar pelos mais pobres e frágeis de nossa sociedade.

7) Também exorta a todos para aprofundarmos cada vez mais no evangelho e no encontro com o Senhor, para crescermos e fazer acontecer nossa vida em nossa fundamental dimensão de missionários.

8) E até como um bom diretor espiritual, dá conselhos aos pregadores para prepararem suas homilias na oração e na meditação, como princípio para que as pregações sejam verdadeiras e que surjam do coração; que não sejam longas demais para que não fiquem tediosas e para que quem destaque na celebração seja Jesus Cristo e não o pregador; que sempre se anuncie Jesus e o Evangelho etc.

9) O Papa e jesuíta  baseia-se em outros, em suas constantes citações que destaco: João Paulo II e Bento XVI aparecem o tempo todo. Mas, parece-me interessante a lembrança  que faz da encíclica de Paulo VI, a “Evangelii nuntiandi” (sobre o anúncio do Evangelho), a grande encíclica da minha juventude. Comoveu-me interiormente a citação de algum que outro dos antigos Santos Padres daqueles primeiros séculos que já denunciavam contundentemente o escândalo da riqueza e dos pobres ou São Tomás de Aquino, assim como que, de passagem, cita o Beato jesuíta, Pedro Fabro, a São Francisco de Assis ou à Beata Teresa de Calcutá, como modelos Mas, além disto, o Papa Francisco olha para documentos das conferencias episcopais do mundo afora. Por exemplo, gostei especialmente dos Bispos filipinos e sua denuncia poética da devastação do planeta; ou de uma conferencia episcopal africana que aspira à união das tantas etnias em suas nações que provocam tanta guerra interna, com conseqüências devastadoras. Também cita a nossa querida CNBB, entre outras. A universalidade de seu olhar sobre o mundo, vem das meditações de santo Inácio de Loyola, nos Exercícios Espirituais. Pelo menos, é a clara e feliz impressão que me deixa.

10) O ecumenismo como missão é outro aspecto importante, pois nos diz que devemos aprender da sinodalidade das Igrejas orientais. Uma maneira de compreender a colegialidade episcopal proposta pelo Concilio Vaticano II que, até hoje, não andou e possível caminho para a reforma do Papado. Pois há bispos pelo mundo afora que reclamam de que a diversidade de mensagens das igrejas que se dizem cristãs e que atuam em vários países tiram a credibilidade da fé e do evangelho.

11) Assinala também o Papa o dialogo respeitoso com todos. A começar pelo povo judeu e continuando com a abertura para o diálogo com outras religiões, e até com aqueles que se declaram ateus.

12) Finalmente, lembraria os destaques dos jornais internacionais citados durante estes dias que nos trazem, com linguajar jornalístico, como não poderia ser de outro modo, as denuncias sobre o capitalismo, o apelo aos políticos para que governem em função das necessidades de seus povos sem servilismo aos mercados e ao capital internacional, o apelo para acabar com a fome e a miséria no mundo, a denuncia da transformação da pessoa humana como objeto de consumo ou como objeto descartável, a necessidade da paz entre as pessoas e os povos, etc. etc.

Assim vejo a coluna vertebral da exortação que o Papa Francisco nos faz a todos. É claro que é impossível resumir todos os aspectos, pelo que aconselho a todos ler e acolher com carinho a Exortação, pois nos dá um sentido para a vida. Podem encontrá-la facilmente em www.vatican.va . Como gosto de dizer: tem gente no mundo que está que nem batata, nem sabe de onde veio, nem para onde vai. Se seguirmos a exortação de Francisco e fazemos de Jesus e do Evangelho o centro da nossa vida, então, saberemos que viemos de Deus e que vamos para Deus, nosso Pai que nos ama, nos perdoa, nos acolhe e prepara um banquete para nós, e em quem encontramos a plenitude da existência. O Caminho é Jesus.

Pe. Agustin sj

A imprensa mundial se rende perante a “Alegria do Evangelho” de Francisco

A imprensa mundial se rende perante a  “Alegria do Evangelho” de Francisco

Manchetes de todo o planeta coincidem em que se trata de “um golpe ao capitalismo global”

A primeira Exortação Apostólica do Papa Francisco com o nome “Evangelii Gaudium” (A alegria do Evangelho)foi difundida ontem pelo Vaticano e o documento de pouco mais de duzentas páginas foi objeto de análise dos principais jornais mundiais que decidiram destacar sua potencia e caráter revolucionário e até um jornal o qualificou de “golpe ao capitalismo global”.

O jornal britânico The Guardian diz a partir do título que o Papa Francisco chama o capitalismo sem limites de “tirania e insta os ricos a compartir a riqueza”.

Para o prestigioso matutino esquerdista o documento “equivale à plataforma oficial de seu papado”  nele “Francisco vai mais longe em seus comentários anteriores criticando o sistema econômico mundial, a idolatria do dinheiro, e pedindo aos políticos garantir para todos os cidadãos trabalho digno, educação e saúde”.

Por seu lado, o New York Times mantém que, com a publicação da Evangelii Gaudium Francisco “anunciou seu programa com suas próprias palavras, e isto reafirma a impressão de que tem a intenção de remover a Igreja da auto-complacência e de dar de alta a todos os católicos em seu projeto de renovação por meio da confrontação com as necessidades reais das pessoas menos afortunadas”.

O emblemático jornal diz, além do mais, que o documento é “um desafio à hierarquia do Vaticano” e de que” está indissoluvelmente ligada à sua análise daquilo que está mal no mundo” citando em suas denúncias a “ditadura de um sistema econômico mundial” e” um mercado livre que perpetua a desigualdade e devora aquilo que é frágil, incluindo os seres humanos e o meio ambiente”.

Outro meio norte-americano, o influente Wall Street Journal, também comenta a primeira Exortação Apostólica de Francisco, e mantém que o Bispo de Roma “chamou a Igreja para renovar seu enfoque nos pobres e lançou um golpe contra o capitalismo global”.

O artigo do Journal expressa que a linguajem usada pelo Papa argentino no texto é inusualmente direta” e que o dito manifesto “reúne muitos dos temas que enfatizou desde sua eleição”.

Apesar de destacar o aspecto de confrontação de sua mensagem, a nota sublinha que em temas como o aborto ou a ordenação de mulheres, “Francisco não ficou longe da doutrina tradicional da Igreja”.

No entanto, o jornal El Pais de Espanha resolveu ir com um textual de Francisco, com o título “A economia de exclusão e a iniqüidade mata” e afirma que com a Evangelii Gaudium deixa claro que “não gosta da Igreja atual, de sua Igreja, mas também não gosta do mundo que o rodeia”.

Segundo a análise do matutino espanhol, Francisco vê a Igreja católica, “salpicada de invejas, ciúmes e guerras, preocupada excessivamente por si própria, e um mundo onde triunfa uma economia que mata através da exclusão e da iniqüidade”.

“Daí que o Papa fixe o horizonte do seu Papado em dois trilhos paralelos. Uma reforma da Igreja, que inclua uma conversão do próprio Papado, e um chamado urgente aos políticos para que lutem contra a tirania do sistema econômico”, opina El Pais, coincidindo com outro jornal espanhol, El Mundo, que focaliza a mensagem de Francisco em favor dos pobres.

Pelo contrário, o jornal Le Monde da França, destaca a mensagem de Francisco pedindo a flexibilização dos mandatos morais, titulando que o Papa “chama a Igreja para sair do catálogo dos pecados”.

Para o jornal francês, o documento que qualificam como “folha de rota oficial de seu pontificado” leva o selo de Francisco, diferente da encíclica sobre a Fé assinada conjuntamente com Bento XVI do passado mês de junho, pois este trabalho “reflete sua visão de como vê o mundo”.

Padre Agustín SJ traduz a exortação apostólica Evangelii Gaudium

(artigo publicado por RTVE.es/ AGENCIAS e traduzido por Pe. Agustin sj, a propósito da Exortação Apostólica “Evangelii Gaudium” – A alegria do Evangelho)

O PAPA DIZ QUE DEVE “PENSAR NUMA CONVERSÃO DO PAPADO”

O Papa Francisco afirma que deve “pensar numa conversão do Papado” para que o exercício de seu ministério seja “mais fiel ao sentido que Jesus Cristo quis dar e, concretamente, defendeu uma “saudável descentralização” da Igreja, assim como aumentar a responsabilidade dos leigos.

A afirmação se inclui na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium (A alegria do Evangelho), a primeira do Papa Francisco, após os trabalhos do Sínodo dos Bispos, realizado do 7 ao 28 de outubro de 2012, dedicado para a “nova evangelização para a transmissão da fé”.

Com esta mudança pretende que o Papado seja “mais fiel ao sentido que Jesus Cristo quis dar, e às necessidades atuais da evangelização”. Para isto destaca que as conferências episcopais poderiam dar sua contribuição, a fim de que “o afeto colegial” tivesse uma “aplicação concreta” que ainda não aconteceu.

Além do mais, reitera a importância de aumentar a responsabilidade dos leigos, mantidos “à margem das decisões” e assinala que “ainda é necessário ampliar os espaços para uma presença feminina mais incisiva na Igreja” em particular, “nos diversos lugares onde se tomam as decisões importantes”, assim como também destaca que é necessário um maior protagonismo por parte dos jovens.

O Papa não muda sua posição sobre o aborto

Por outro lado indica que “não deve esperar-se que a Igreja mude sua posição” sobre o aborto, pois “não é progressista” resolver os problemas “eliminando uma vida humana”, embora reconhece que a Igreja fez “pouco” para acompanhar as mulheres que se encontram nesta situação, sobre tudo num contexto de violação ou de extrema pobreza.

“Isto não é um assunto para supostas reformas ou modernizações. Não é progressista pretender resolver os problemas eliminando uma vida humana. Porém, também é verdade que fizemos pouco para acompanhar adequadamente as mulheres que se encontram em situações muito duras, onde o aborto se lhes apresenta como uma rápida solução a suas profundas angústias, particularmente quando a vida que cresce nelas surgiu como o produto de uma violação ou num contexto de extrema pobreza. Quem pode deixar de compreender essas situações de tanta dor?”, se pergunta.

Por isso destaca a Igreja quer cuidar com predileção “as crianças que estão para nascer, que são os que estão mais indefesos e inocentes de todos, aos quais se quer hoje negar sua dignidade humana”.

O atual sistema econômico mata

O Papa denuncia duramente o atual sistema econômico, que considera não apenas “injusto de raiz”, senão que “mata” porque predomina a lei do mais forte.

“Como o mandamento de ‘não matar’ põe um claro limite para assegurar o valor da vida humana, hoje temos que dizer não a uma economia da exclusão e da desigualdade. Essa economia mata”, destaca o Papa. E se rebela contra o fato de que “não seja notícia um ancião que morre de frio na rua, e que sim seja noticia uma queda de dois pontos na bolsa”.

“Isso é exclusão”, exclama o Papa, que denuncia com força no texto a “cultura do descartável”. Uma cultura, na qual, não apenas “se joga comida fora quando tem gente passando fome”, senão que “considera o ser humano em si mesmo um bem de consumo que se pode usar e largar”.

A Igreja “não é uma Alfândega”

Do mesmo jeito, o Papa Francisco convida a “não fechar” as portas dos sacramentos, sobretudo as do Batismo, “por uma razão qualquer”, pois “todos podem participar de alguma maneira na vida eclesial” e porque a Igreja “não é uma alfândega” senão que há lugar para todos. Também instou a abrir as portas da Eucaristia que “não é um prêmio para os perfeitos senão um generoso remédio e um alimento para os fracos”. Estas convicções, segundo concretiza, têm “conseqüências pastorais que estão chamados a considerar com prudência e audácia”.

“Freqüentemente nos comportamos como controladores da graça e não como facilitadores. Porém a Igreja não é uma alfândega, é a casa paterna onde há lugar para cada um com sua vida nas costas”, assinala nesta exortação que recolhe os trabalhos da Assembléia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos dedicada a ‘A nova evangelização para a transmissão da fé” celebrada do 7 ao 28 de outubro de 2012.

Neste documento o Papa convida a cuidar dos mais fracos como as pessoas sem casa, os aditos das drogas, os refugiados, os povos indígenas, os anciãos “cada vez mais sozinhos e abandonados”, os migrantes, pelo que exorta aos países “a uma generosa abertura” e as mulheres que sofrem “situações de exclusão, maus tratos e violência”.

Padre Agustín fala a Revista Rosário do Potengi sobre o Papa Francisco

PAPA FRANCISCO

O choque da renúncia do Papa Bento XVI foi substituído rapidamente pela surpresa da eleição, de um novo Bispo de Roma: o Papa Francisco. Pela primeira vez na história da Igreja, um jesuíta, um latino-americano, um Francisco, era o sucessor de Pedro, pela escolha, quase unânime, dos Senhores Cardeais reunidos em Conclave. O que podemos comentar sobre o Papa Francisco, nestes poucos meses de sua eleição?

O Jesuita.-

O saber-se jesuíta é saber-se pecador, escolhido em sua fraqueza por bondade do Senhor, enviado aos mais pobres, como servo por amor (estrofe de um cântico, composto por um companheiro meu em sua juventude)

Vejam-se os substantivos deste cântico: jesuíta-pecador-fraqueza-pobres-servo-amor e encontramos rápida e concisamente a identidade profunda de Francisco com meu companheiro autor deste cântico, assim como com qualquer outro jesuita. Francisco tem repetido, como nenhum Papa anteriormente, que é pecador; não esconde suas fraquezas e debilidades; e até conta tranquilamente sua vida, sua vocação e até sobre a sua avo Rosa com seus bons exemplos; o “bem-aventurados os pobres” e o Evangelho inteiro ressoa em sua  maneira de proceder, em seus gestos, em suas homilias diárias na Capela da Domus Santa Marta, mais parecidas com o sermão de um simples pároco de aldeia do que com um elaborado discurso papal; em sua simplicidade e austeridade no quarto que escolheu, no carro que anda (um velho 4L, presente de um pároco aposentado), etc. O Papa Francisco, pelo fato de ser jesuíta, sabe que ser Papa é a missão que o Senhor lhe confiou. Isso não muda nada nele. É missão. O amor ao Senhor que se torna amor a todos, é referencia a sua constante pregação pela misericórdia, pelo perdão, pela capacidade de acolher, de ajudar, de elevar a uns e a outros.

Vejam-se os verbos da estrofe: “saber-se”: diz respeito à consciência da própria identidade que qualquer jesuíta adquire nos Exercícios Espirituais de santo Inácio. “Escolhido”: nenhum mérito próprio, pois todo bem nos vem do Senhor; “enviado” ou missionário ou apóstolo. Nada temos que não venha do Senhor para o bem de todos na contemplação inaciana do mundo que Deus ama e quer salvar.

O alicerce existencial de qualquer jesuíta se encontra na experiência fundamental dos Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola que conduzem a pessoa que se exercita  a uma adesão pessoal de amor e consagração a Jesus no Evangelho, que leva a ser um homem de oração e de encontro constante com o Senhor. Oração que toma forma num discernimento situado no dia a dia de cada um. Discernimento que é uma oração à procura da vontade amorosa de Deus, de encontrar “Deus presente em todas as coisas” e que nos leva a sermos “contemplativos na ação” –como dizia Santo Inácio de Loyola.

Nas últimas Congregações Gerais, a identidade e missão do jesuíta se exprimiu como nossa vocação em função da promoção da fé e defesa da justiça. E, certamente, nisso está o Papa Francisco.

O Latino-americano.-

Qualquer latino-americano da idade de Jorge Maria Bergoglio tem uma experiência humana, social e eclesial diferente de um europeu. Se o Papa Ratzinguer, vivenciou em sua primeira juventude a barbárie da segunda guerra mundial que marcou tanto a filosofia quanto a teologia européias, aqui na nossa América Latina, o Papa Bergoglio não foi alheio à barbárie imposta pelos regimes militares no século passado que também marcou tanto o pensamento quanto a teologia de aqui. O Concilio Vaticano II, cinqüenta anos atrás, deu as pautas para o caminho da Igreja que, aqui entre nós, tomaram forma desde as Conferencias de Medellin, a primeira, até a Conferencia de Aparecida, a última, com o Papa Bento XVI que contou com a atividade total do Cardeal de Buenos Aires. A nova evangelização, a missão, os pobres, o protagonismo do povo de Deus, foram os catalizadores desta última conferencia episcopal.

O abraço em Roma do Papa Francisco com o pai da Teologia da Libertação latino-americana, o peruano Gustavo Gutierrez, promovido pelo próprio Cardeal Müller, o Prefeito da Congregação da Fé, deu carta de cidadania a esta reflexão teológica propriamente latino-americana, apesar de todas as reticências curiais ou clericais, que possa ter suscitado ao longo destas últimas décadas.

Contra as acusações de colaboração com a ditadura militar, vertidas contra Francisco por algum anexo governamental bonaerense, o próprio prêmio Nobel argentino, Perez Esquivel, saiu em defesa da verdade. E por se fosse pouco, publicou-se recentemente um livrinho titulado “A lista de Bergoglio”, em referencia àquele famoso filme “A lista de Schindler”, onde se contam testemunhos concretos de pessoas que escaparam da repressão militar argentina, graças ao atual Papa. Como exemplo: O Papa Francisco chegou a dar sua própria carteira de identidade, a alguém parecido com ele, para que pudesse sair do país.

E tudo isto, apesar da humildade de Francisco, que reconhece em publico, o que ele chamou de “erros” de juventude, quando era provincial dos jesuítas argentinos. Como diria Santa Teresa d’Avila: a humildade é a verdade.

O Papa.

Por carisma, por vocação e por voto, nenhum jesuíta pode aspirar a qualquer dignidade. E menos eclesiástica. Pelo modo de proceder do Papa Francisco, ele nem queria ter sido Bispo, menos Cardeal e muitíssimo menos Papa ou Bispo de Roma como ele mesmo se auto-denomina. Somente a obediência, tenho absoluta certeza, levou-o a ser tudo isso, inclusive Papa. Neste caso obediência à Igreja e ao Espírito Santo.

Então: o que anda fazendo um jesuíta, latino-americano que é o Papa?

Em primeiro lugar ser ele mesmo, sem se deixar influenciar pelos brilhos ou ouropéis: humildade, simplicidade, bondade, liberdade, comunicação com todos (católicos ou não, também judeus, muçulmanos, ateus e agnósticos), espontaneamente se renuncia a rançosos comportamentos pomposos ou ritualistas para voltar, num decisivo aggiornamento, ao ofício petrino evangélico e original.

Ser ele mesmo, significa ser um homem de oração, de encontro pessoal com o Senhor, que discerne sua missão como Papa para, como diria Santo Inácio, “em tudo amar e servir”.

Foi assim que o vimos no Rio de Janeiro, na Jornada Mundial da Juventude: em encontro fraterno e amigo com quase quatro milhões de pessoas em Copacabana. Mas o vimos também, devoto, em Aparecida. Também o vimos e o escutamos, comprometido, na favela carioca que, para o Papa Francisco, significa simplesmente, a continuidade de sua vida em Buenos Aires, quando caminhava confiante pelas casas de famílias nas “villas-miseria”. Vimos o Papa também abraçando vítimas das drogas. Não vimos, mas soubemos do encontro fraterno com jovens presos…

Já em Itália, vimos o Papa Francisco em Lampedusa com um altar e um báculo fabricados com restos de pequenas embarcações que trazem emigrantes africanos para a Europa, fugindo da miséria e procurando uma melhor sobrevivência nas falsas luzes do continente rico do norte. O Papa Francisco, sem se importar com a religião dos emigrantes africanos (de maioria muçulmana) abraçou-os e rezou pelas dezenas de milhares de emigrantes que sucumbiram nas águas mediterrâneas engolidos pelo mar.

Não faz muitos dias, o Papa Francisco esteve em outra ilha italiana, a Sardenha. Desta vez com trabalhadores desempregados. O desemprego na rica Europa alcança níveis insustentáveis. O Papa Francisco rezou até as lágrimas partilhando a situação daquelas famílias que representam mais do 10 por cento da miséria européia.

Na própria Roma esteve junto a mais imigrantes, acolhidos pelos jesuitas perto da Igreja da Companhia de Jesus, Il Gesú. Rezou no túmulo do Pe. Arrupe, que fora Geral dos jesuítas e que “inventou” a pastoral junto aos refugiados das guerras, das fomes, das secas tanto na Ásia quanto na Africa.

Poderia continuar escrevendo sobre este primeiro Papa jesuíta, latino-americano e ainda por cima, de nome Francisco, o padroeiro da Italia. O que eu vejo nele é o que o Evangelho está vivo. As bem-aventuranças ressoam nas palavras e no modo de proceder do Papa. E a parábola mateana do julgamento final também: “porque tive fome e me destes de comer, era estrangeiro e me acolhestes, estava preso ou doente e vistes me visitar…” O Papa Francisco faz!

Um Papa pode parar uma guerra? Para isto, convocação geral da igreja católica, das outras igrejas, de outras religiões para uma vigília de oração e jejum, em favor da paz e do diálogo na Siria e no mundo. A força da fé e da oração! A praça de São Pedro de Roma ficou repleta para rezar. Muitos de nós partilhamos dessa vigília de oração, aqui na nossa Cidade da Esperança. A iniciativa de Francisco foi seguida por varias Igrejas, entre elas as Igrejas Orientais, católicas ou ortodoxas, e até o próprio Grão Mufti de Damasco declarou sua união com o Papa quando abriu as portas da belíssima Mesquita Omeya, onde também se reuniram muçulmanos e cristãos de várias confissões para rezar pela paz. Depois de dois anos de guerra civil com mais de cem mil mortos, e de inútil bate-boca entre russos e norte-americanos, a comissão permanente da ONU chegou a um acordo para resolver as questões mediante o diálogo e a destruição das armas químicas. O Papa Francisco continua a nos convidar a orar pela paz. Rezemos, pois, como se dizia antigamente, pelas intenções do romano Pontífice (mesmo que eu mesmo não tenho ouvido a este Papa usar esse imperial título).

Desafios para o Papa Francisco? Imensos! Intra eclesiais podemos citar: reorganizar e agilizar a cúria romana, à pedido dos próprios cardeais que o escolheram; tornar transparente o IOR, isto é os dinheiros vaticanos. Tudo isto já começou. Fazer do governo da Igreja um governo colegiado, como se pedira no Concílio. Para isso já escolheu oito Cardeais de todos os Continentes. Fazer do santo povo de Deus o centro da vida eclesial, para isso bispos e padres devem ter “cheiro de ovelha”, caminhar à frente, ao lado e atrás do povo, denuncia “carreirismos” e “lobys”, bispos com “psicologia de príncipes” ou bispos “de aeroporto”…

Ad extra o Papa Francisco denuncia o capitalismo selvagem de mercado, o dinheiro especulativo e não produtivo, a riqueza acumulada e o detrimento dos pobres, do trabalhador, etc. No fim, a doutrina social da Igreja é proclamada com toda força. Mas, o que certamente quer o Papa Francisco é uma volta à vivencia mais pura do Evangelho e o amor pessoal e eclesial ao Senhor, donde vem a força de qualquer cristão e da Igreja como tal. Numa entrevista dada a um jornalista jesuíta da revista La Civilitá Católica, o Papa Francisco contempla um mundo cheio de feridos, conseqüência destas guerras sociais que vivemos. Ele vai e quer levar a Igreja a curar esses feridos… Uma Igreja inspirada no bom samaritano para com todos aqueles que estão feridos e derrubados à margem das estradas da existência, e levar saúde, vida, alegria, amor e misericórdia… levar, simplesmente Jesus!

Para terminar lembro uma das primeiras palavras suspiradas pelo Papa Francisco após sua eleição: “como gostaria que a Igreja fosse pobre e estivesse ao serviço dos pobres!” É todo o programa de São Francisco de Assis.

Pe. Agustin Calatayud Salom sj

Arquidiocese de Natal realiza assembleia pastoral

Cerca de 250 pessoas participam da Assembleia Pastoral da Arquidiocese de Natal, nestes dias 26 e 27 de novembro, na Escola de Governo Cardeal Dom Eugênio Sales, situada no Centro Administrativo, no bairro de Lagoa Nova, na capital potiguar. A reunião será coordenada pelo Arcebispo, Dom Jaime Vieira Rocha, contando com a participação de padres, diáconos, religiosos e leigos.

A celebração de uma missa, presidida pelo Arcebispo, marca a abertura da assembleia, nesta terça-feira, às 8 horas. Em segue, haverá uma exposição sobre “a vida em missão”, proferida pelo Padre Luís Mosconi, de Belém (PA). O tema da palestra é o mesmo de um dos livros escritos pelo Padre Mosconi. Italiano, ele reside no Brasil desde 1967, e há nos últimos 20 anos tem se dedicado às Santas Missões Populares, tema que já o inspirou a escrever e publicar diversos livros.

Ainda, nesta terça-feira, à tarde, será apresentada uma avaliação das ações pastorais realizadas no território da Arquidiocese de Natal, em 2013. A apresentação será feita pelos assessores da Assembleia, professores Josailton Moura e Josélia Carvalho.

Na quarta-feira, 27, os trabalhos serão iniciados com a celebração eucarística, seguida das orientações dos assessores sobre a elaboração do plano de ação pastoral arquidiocesano para 2014. Em grupos, os participantes vão elaborar sugestões de ações para o plano pastoral.

A assembleia será encerrada à tarde, com encaminhamentos do Arcebispo, Dom Jaime Vieira Rocha.

FOTO: Cacilda Medeiros

Com Papa Francisco, Igreja vive novos tempos

Segundo o “Sunday Times”, oito meses após a eleição de Jorge Maria Bergoglio como Papa, as paróquias de Grão Bretanha, dos Estados Unidos, da França, da Itália ou de Latino-américa perceberam um incremento de fiéis nas Missas. Na Argentina o aumento foi de 12% enquanto que na Grã Bretanha foi de 20%.

Segundo a Prefeitura do Vaticano, quadruplicou-se o número de fiéis nas audiências.

Um artículo publicado no “Miami Herald” diz:

“Jorge Maria Bergoglio é jesuíta, da ordem expulsa do mundo católico pelos reis de Espanha,Portugal, França, Sicília, Malta e Parma, expulsão promovida pelo Papa Clemente XIV no século XVIII. Refugiaram-se na China, Índia, Japão e lugares não católicos. Hoje, com Francisco no trono de são Pedro, surgem coisas como:

Pedir enquetes sobre matrimônio gay, controle da natalidade e divórcio (Estará procurando o consenso na Igreja?)

Deixar de lado a magnificência da representação de Deus na terra, e viver como um padre na Domus Sanctae Martae, casa Santa Marta, dormitório de sacerdotes no Vaticano.

Reabilitar a linha de Pedro Arrupe, superior jesuíta que aderiu à teologia da libertação, rejeitada por João Paulo II, até o ponto de mover o dedo publicamente num gesto de não, não, não, a um de seus principais proponentes, o padre poeta da Nicaragua sandinista, Ernesto Cardenal.

Receber a um dos seus grandes promotores, o padre Gustavo Gutierrez, dando a impressão de que há uma volta para os “liberacionistas” da teologia da libertação. O problema com esta teologia a descreveu poeticamente (Será teologia de poetas?) o falecido arcebispo Helder Câmara, do Brasil. “Se dou comida aos pobres sou um santo, e sou um comunista se pergunto porquê são pobres”.


Fonte: Sunday Times.

Maria, a Mãe do Senhor

Padroeira de Natal

Padroeira de Natal

É claro que, para compreender em nosso mundo atual, aquilo que nos transmitem os evangelhos e os escritos apostólicos, temos que nos remontar sempre àquele século I e à cultura judaica. Por isso:

1) Para compreender a Mãe do Senhor, em sentido messiânico ou real, temos que voltar para a Igreja-mãe de Jerusalém e para a compreensão do feminino dentro da cultura judaica e veterotestamentária.

2) Uma mulher, dentro da cultura israelita, torna-se importante quando é mãe. A esposa pode ser dispensada (de acordo com a lei mosaica) e é submetida à autoridade da sogra, -mãe do marido. É esta quem tem o poder feminino real na casa e seu poder lhe vem do filho que a protege. Do mesmo jeito, o Rei israelita tem várias esposas, concubinas e donzelas, mas é a mãe do rei quem ocupa um lugar especial.

3) Assim, a esposa do rei israelita não tem a ascendência que as rainhas têm sobre seus maridos, por exemplo, em culturas circundantes. Provavelmente, porque a casa real de Israel reproduz a unicidade do Deus único, sem contrapartida divina feminina, como de fato acontece em outros reinos vizinhos com as deusas Ishtar ou Ashtarté.

4) No Antigo Testamento não se usa o feminino de “melek” (rei), pelo contrário, na corte de Judá é oficial a “Gebira”, a mãe do rei. Este título tem dignidade e poderes especiais.

5) “Gebira” de GBR significa “a Poderosa”.

6) Maria, a Mãe de Jesus, foi recebida e venerada na comunidade primitiva de Jerusalém, como Gebira, Mãe do Rei-Messias, dentro da compreensão cultural tradicional da realeza israelita.

7) A lembrança dos “irmãos do Senhor”, como Tiago, só tem sentido se, ao seu lado,  como autoridade genealógica, tem a Gebira. Santiago e os “irmãos” de Jerusalém precisam de Maria, a Mãe de Jesus, para instituírem sua autoridade eclesial como sucessores de Jesus, dentro da tradição oriental (estilo califato). Sem a “Mãe do Senhor”, não faria sentido para ninguém em falar em “irmãos do Senhor”, pois toda a dignidade da mãe vem do rei, isto é de Jesus, e, por meio dela para os chamados “irmãos”.

8.) Com isto estamos chegando aos princípios da Igreja-mãe de Jerusalém que encontrou em clave israelita (de monarquia judia) os elementos fundamentais da realeza de Jesus.

9) Paulo, apesar das diferenças com a comunidade de Jerusalém, porém, não duvida da autoridade primeira desta Igreja, nem de Tiago, o irmão do Senhor, na linha messiânica israelita.

10) Questionamentos sobre a consideração de Maria e da família de Jesus, não faltaram desde o começo:

a) Marcos, que escreve para gentios, se vê obrigado a contra-restar a influência dos cristãos  judaizantes: “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos? Aqueles que fazem a vontade de meu Pai são, meu irmão, minha irmã e minha mãe”. Assim, pois, não é a família de Jesus quem detém a autoridade.

b) Mateus e Lucas copiam a Marcos. Porém, já são outros tempos e com outras finalidades e para outros possíveis leitores que eles escrevem. Jerusalém já havia sido destruída. Conseqüentemente a influência do judeu-cristianismo jerosimilitano primitivo deixa passo para outras comunidades da diáspora. O evangelho da infância de Jesus (cc. 1 e2) em Mateus constata com tristeza a rejeição de Jesus por parte de seus patrícios, enquanto o evangelho da infância de Lucas destila a alegria da acolhida de Jesus pelos pagãos. Assim Lucas, o terceiro dos evangelhos sinóticos, sente-se na obrigação de devolver sua mensagem às origens judaicas: por exemplo, no encontro de Maria com Isabel, Maria é proclamada francamente como Mãe do Senhor (“kyrios”), pois ela é a Gebira. E o cântico do Magnificat coloca a Maria no lugar especial de veneração da Mãe do Rei messiânico. Assim Lucas resgata a experiência de Jerusalém.

c) Para João, Maria é a nova Eva, a Mulher nova, da nova Aliança. Há um claro progresso teológico na compreensão de Maria que é colocada teologicamente no primeiro sinal de Jesus, quando manifestou a sua glória nas bodas de Cana da Galileia, transformando a água das purificações judaicas (que por este sinal são abolidas),  no vinho novo da Nova Aliança com Deus por meio de Jesus, que é quem nos purifica. E na manifestação plena de sua glória, no último sinal, que foi sua cruz, onde a Nova Aliança no Corpo e no Sangue do Senhor, torna-se o sinal maior do amor salvador de Deus.

11) A partir do século II nos chamados evangelhos apócrifos (ou extra-canônicos) também encontramos belos relatos sobre Maria, como sua infância, defesa de sua virgindade, sua dormição ou passagem para o céu, etc. É claro que os historiadores, por regra geral, nos dizem que são relatos fantasiosos. Mas é claro também que, a presença de Maria na piedade daqueles primeiros e singelos cristãos foi dando forma à veneração por Maria, a Mãe do Rei e Senhor Jesus que perdura até hoje.

12) No concílio de Êfeso, no ano 431, foi declarada “Mãe de Deus”, dentro dos questionamentos cristológicos da época.

Assim, pois, depois destas pequenas reflexões e colocações pontuais que podem ser, é claro, desenvolvidas, festejemos, veneremos e alegremo-nos com Nossa Senhora da Apresentação, a Mãe messiânica do Senhor e, desde a mais primitiva Igreja de Jerusalém, Mãe da Igreja, nossa Mãe, como nos foi entregue por Jesus desde a cruz: “Filho, eis a tua Mãe”, e o discípulo amado  acolheu-a consigo.

“Para festejar Maria santíssima, nossa Padroeira da Apresentação em Natal, este velho estudante de teologia, escreve este pequeno artigo, como  mínima expressão de amor pela Virgem Maria. Sigo fundamentalmente o mestre Xabier Pikaza em seu blog publicado em periodistadigital.com”

Pe. Agustín SJ

“Evangelii Gaudium”

O Papa Francisco vai publicar sua Primeira Exortação Apostólica, dia 26 de novembro, com o título de “Evangelii Gaudium”, isto é, “A alegria do evangelho”.

Que nossa Paróquia, como sempre, continue a cantar com alegria, nossa fé e nossa esperança no Senhor e continuemos rezando pelo Papa Francisco;

Eita vida boa abençoada,
Eita vida boa abençoada,
Com Jesus nós temos tudo
Sem Jesus não temos nada.

Padre Agustín fala sobre fé

Sob o ponto de vista técnico, define-se a fé como a resposta à revelação de Deus. Deus se revela por sua Palavra e homem responde mediante a fé. Três dimensões da revelação: A Palavra de Deus se revela em e pela criação, em e pela história de Israel que toma forma teológica como história de salvação, que atinge seu ponto cume na revelação total e definitiva em e com Jesus, Cristo e Senhor.

A resposta de fé ao apelo de Deus atinge, pois, três níveis:

a)       A Criação. Olhar para o universo significa perceber a grandeza do amor de Deus que, sem se identificar com o criado, porém, está presente em todas as coisas até os confins do Universo;

b)      E dentro dele estamos nós, a inteira humanidade. Deus se imiscui na história humana quando diz no livro do Êxodo: “Eu ouvi o clamor de meu povo que geme sob o chicote dos capatazes no Egito e desci para libertá—lo”. É Deus quem se revela, quem tem a iniciativa. Assim, a revelação inicial da história de Deus no meio de seu povo, com quem estabelece uma Aliança de amor e fidelidade, se torna uma história de libertação da opressão histórica (primeiro do Egito, depois, ad intra, a opressão denunciada pelos profetas). Não há revelação de Deus fora da história da humanidade que alcança seu cume na história de (…)

c)       Jesus de Nazaré, o Messias-Emmanuel, revelador do Pai em tempos da opressão romana, fundamentalmente em sua cruz y Ressurreição, o acontecimento salvífico radical que é a libertação de todos os inimigos que oprimem e escravizam os seres humanos (primeiro os judeus, depois os gentios), como diz Paulo, sendo o último inimigo a ser vencido, a morte. Sendo que Jesus Cristo é, segundo João, a Palavra criadora de Deus que se fez carne e mora entre nós, ou segundo as cartas paulinas é o Princípio fundamental do Universo e o Cabeça do Corpo que é a Igreja. É evidente que, a partir de uma esperança escatológica judaica, impõe-se, agora levemente, um linguajar conceitual helenizado que aparecerá francamente, ao longo do século II, nos chamados evangelhos extra-canônicos.

Assim, pois, podemos formular três perguntas obrigatórias: exprimimos hoje nossa fé, como uma resposta de amor ao Universo, fruto do amor de nosso Deus criador, a começar pelo nosso planeta? Escutamos o clamor dos oprimidos, onde Deus escuta sua própria vontade de ser seu Deus libertador? Escutamos o Jesus Cristo crucificado nas dores e sofrimentos de nossa humanidade, hoje? Porque o que nós temos a dizer a Deus, Ele sabe. E o que Ele tem a nos dizer, nós sabemos, pois Ele se diz na criação, na história humana e em Jesus, nosso Senhor.

Os sacramentos são os sinais da presença amorosa, salvadora do Senhor em sua Igreja e para o mundo, ao longo da história. Assim: pelo batismo, acolhemos o dom da fé, isto é, com Jesus morremos y ressuscitamos (segundo São Paulo): morremos para o pecado (tudo aquilo que oprime, destrói e mata) y ressuscitamos (para tudo aquilo que é vida, liberdade, comunhão e partilha); Pela Eucaristia celebramos e revivemos o memorial de nossa fé que é comunhão com Jesus, que partilha conosco seu amor e sua vida dada, com nossas vidas de amor e, igualmente, dadas, como graça de Deus para todos, com todos e por todos; Os outros sacramentos, celebrados e vividos na e pela Igreja tem, do mesmo modo, sua fonte na cruz do Senhor.

Padre Agustin

Padre Agustin

Dito isto, pensemos em como vivemos nossa fé. “O justo vive da fé”, diz a Sagrada Escritura. O “Creio em Deus Pai” que recitamos, pelo menos dominicalmente,  compromete nossas vidas, como resposta ao Deus criador, a Jesus que por nós morreu e ressuscitou, ao mesmo Espírito para a edificação da Igreja que tem como missão a transformação da história da humanidade, numa grande, rotunda e bela história de amor e de vida? Nossas orações buscam graças, milagres, aleluias e oba-oba ou pelo contrário são um diálogo humilde e confiado de amor com o Pai, com e por meio de Jesus, daquele que procura que venha até nós seu Reino e que se faça sua vontade? Rezar o Pai nosso, compromete-nos com alguém? Deus é verdadeiramente nosso Pai, de todos, onde não sobra ninguém? O Reinado de amor, de justiça, de paz… De bem-aventurança, é de primeira importância em nossa vida? A partilha do pão tem algo a ver conosco? E o perdão, é como o ar que respiramos? Etc. etc. Nossa prática religiosa é, talvez, uma procura de restabelecer a desordem psicológica promovida pelos sistemas atuáis como uma pratica narcotizante? d) Ou, pior ainda, nossas atitudes religiosas são francamente hipócritas quando procuramos a boa fama ou o aplauso social? e) Ou, pior ainda, manipulamos Jesus e o Evangelho em função de nossos interesses ou ambições pessoais ou grupais? Ou…?

Quando ainda era noviço, li um livrinho titulado “Crer é se comprometer”. Foi então que, conscientemente, apreendi que, a fé é um compromisso vital, com Deus, nosso Pai, por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor, na Igreja e para a o mundo amado por Deus. Assim, pois, hoje, quase cinqüenta anos depois, reflito naquela mesma base sobre o que é fé e o que não é fé. A fé, em minha modesta opinião, não é uma questão de palavras ou adesões doutrinais incondicionais apenas, nem de discursos por mais teológicos que forem, nem de rituais, por mais exatos que sejam produzidos, nem de boatos por mais esplêndidos que apareçam, nem mesmo de ortodoxias mais ou menos acertadas, nem, muito menos, de procura de milagres ou graças, etc. Tudo isso pode ser (tantas vezes é!) bem hipócrita. À revelação do Deus da Vida, a resposta da fé somente é adequada com a vida. Com a verdade da vida, seja qual for a verdade de cada um e de todos juntos. O resto é isso: resto e um acréscimo da verdade da vida. Ou não é nada.

Fé é um compromisso com o Deus de Jesus ou, o que é o mesmo, com o Jesus de Deus. Um compromisso de amor e de fidelidade, isto é uma aliança de vida que já começou desde o dia de nosso batismo. A fé é um compromisso de amor apaixonado pelo Jesus de Deus e o Evangelho, capaz de deixar pais, mães, casas, campos, e até a própria vida, por amor do Senhor e do Evangelho. Caso contrário não se pode ser seu discípulo; capaz de carregar a cruz dos seres humanos, no seguimento do Senhor. A fé age sempre pela caridade, a fé é sempre aquela do bom samaritano: caso contrário é só um barulho vazio de conteúdo (por mais ortodoxo ou teológico que for) que, em minha modesta opinião, há demais em rádios e TVs, em igrejas e ruas, que, procurando seus próprios interesses, mais ou menos, escusos, se aproveitam da simplicidade e da boa vontade de tantos. A missão não está tanto nas palavras, mas na vida, no martírio, no testemunho. Caso contrário, as palavras são vazias, falsas.

E para finalizar, gostaria de lembrar uma pergunta fortíssima que nos traz o Evangelho: “Será que quando o Filho do Homem voltar vai encontrar fé sobre a terra?”.

Pe. Agustin sj

Arquidiocese celebra 25 anos da “dedicação” da Catedral

Créditos: Cacilda Medeiros.

Catedral Metropolitana de Natal

A Arquidiocese de Natal celebrará em ação de graças pelos 25 anos de dedicação da Catedral Metropolitana, na próxima sexta-feira, dia 15 de novembro. A celebração acontecerá às 19 horas, dentro do novenário da festa da padroeira, Nossa Senhora da Apresentação. O presidente da celebração será o Arcebispo de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha, e a homilia será feita pelo bispo da Diocese de Bonfim (BA), Dom Francisco Canindé Palhano.

A Catedral Metropolitana de Natal foi inaugurada em 21 de novembro de 1988, pelo então Arcebispo, Dom Alair Vilar. Por a data coincidir com o dia da festa de Nossa Senhora da Conceição, a comemoração foi antecipada para o dia 15 de novembro.

“A dedicação é o ato em que o bispo consagra e unge o altar e abre a catedral para as celebrações litúrgicas. A dedicação é uma festa para a Igreja Diocesana. Todas as paróquias celebram, nesse dia, nessa intenção”, explica o pároco da Catedral, Padre Valdir Cândido de Morais.

História

A primeira Catedral de Natal foi a Igreja de Senhora da Apresentação, situada na Praça André de Albuquerque, na Cidade Alta, hoje conhecida como ‘antiga catedral’. A população de Natal cresceu e a Igreja de Nossa Senhora da Apresentação tornou-se pequena para acolher os fiéis. Após longos anos e alguns projetos, a Arquidiocese de Natal ganhou, enfim, uma nova Catedral, construída na Praça Pio X, no centro da capital potiguar, inaugurada em 21 de novembro de 1988.
Dom Antônio Soares Costa, então bispo auxiliar de Natal, coordenou a comissão responsável pela construção, que demorou 15 anos para ser inaugurada.

Atualmente, a Catedral Metropolitana é aberta, diariamente, das 8 às 18 horas. Há missas nos seguintes dias e horários: domingos, às 7h, às 11h e às 19 horas; de segunda a sexta-feira, às 8h, às 11h e às 16h30, e aos sábados, às 11h e às 16h30.

Fonte: Arquidiocese de Natal.

Colaboração: Cacilda Medeiros.

“Judeus são nossos irmãos mais velhos”, diz Papa

O papa Francisco lembrou neste domingo (10) o 75º aniversário da chamada “Noite dos cristais quebrados” de 1938 e afirmou: “Os judeus são nossos irmãos mais velhos, os mais velhos”.

O papa Francisco rezou o Ângelus dominical da janela do Palácio Apostólico do Vaticano diante de milhares de pessoas que lotaram a praça de São Pedro e as proximidades para esperar o já habitual percurso do pontífice entre fiéis e peregrinos. Após a oração, o papa fez menção à tragédia do genocídio nazista dos judeus.

A violência também atingiu “as sinagogas, as casas e os negócios, e marcou um triste passo rumo à tragédia do Holocausto”, destacou o pontífice ao se referir à violência ocorrida na noite entre 9 e 10 de novembro de 1938 contra os judeus de todo o Reich e que foi a antessala do Holocausto do povo hebraico nas mãos dos nazistas.

“Renovamos nossa proximidade e solidariedade com o povo judeu e oremos a Deus para que a memória do passado nos ajude a ser sempre atentos contra todas as formas de ódio e intolerância”, alertou.

A noite de 9 de novembro de 1938 foi marcada por um surto de violência contra os judeus em toda a Alemanha nazista e Áustria realizado pelas tropas de assalto da SA (Seção de Assalto) conjuntamente com a população civil, enquanto as autoridades alemãs apenas observavam sem intervir.

Os atos foram organizados pelo ministro de propaganda alemão Joseph Goebbels. A noite foi motivada pela fúria dos alemães pelo assassinato de Ernst vom Rath, secretário da embaixada alemã em Paris, por um adolescente judeu.

Em dois dias, quase mil sinagogas foram queimadas, mais de 7 mil comércios de judeus foram destruídos, vários deles foram assassinados, e cemitérios, hospitais, escolas e residências foram saqueados, enquanto policiais e bombeiros se mantinham à margem dos acontecimentos.

As perseguições ficaram conhecidas como Kristallnacht, a “Noite dos cristais quebrados”, devido à quantidade de vidros estilhaçados de vitrines de lojas que encheram as ruas.

Pelo menos 91 cidadãos judeus foram assassinados durante os ataques e outros 30 mil foram detidos e posteriormente enviados em massa para os campos de concentração de Sachsenhausen, Buchenwald e Dachau.

fonte: G1

Papa Francisco nomeia novo bispo de Crateús (CE)

A nunciatura apostólica no Brasil divulgou na manhã desta quarta-feira, 06 de novembro, que o papa Francisco nomeou monsenhor Ailton Menegussi como bispo da vacante diocese de Crateús (CE), atualmente pároco da Paróquia São Francisco, em Barra de São Francisco, no Espírito Santo.

Monsenhor Ailton nasceu em 1962, em Córrego das Flores – Nova Venécia (ES). Recebeu a ordenação presbiteral em 1998 e exerceu o ministério em diversas paróquias como pároco e vigário episcopal. Também foi reitor do Seminário Maior de Filosofia e Teologia da diocese de São Mateus (2004-2012). Atuou como coordenador diocesano do Serviço de Animação Vocacional (2007-2012), membro do Conselho de Presbíteros (2004-2012). Desde 1996, colabora com a produção da Folha de Culto Diocesano “Celebrando a Vida”. É especialista em Psicopedagogia pela Escola de Formadores de Santa Catarina.


Saudação ao novo bispo de Crateús (CE)
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) acolhe, com alegria, a nomeação do Mons.  Ailton Menegussi como bispo da vacante diocese de Crateús (CE). O Papa Francisco o nomeou na manhã desta quarta-feira, 06 de novembro.
Mons. Ailton é capixaba de Nova Venécia, 51 anos e atualmente pároco da Paróquia São Francisco, no Espírito Santo. Recebeu a ordenação presbiteral em 1998, e exerceu o ministério em diversas paróquias como pároco e vigário episcopal. Também foi reitor do seminário maior de filosofia e teologia da diocese de São Mateus.
Atuou como coordenador diocesano do Serviço de Animação Vocacional (2007-2012), membro do Conselho de Presbíteros (2004-2012). Desde 2006, colabora com a produção da Folha de Culto Diocesano “Celebrando a Vida”. É especialista em Psicopedagogia pela Escola de Formadores de Santa Catarina.
Lembrando as Diretrizes Pastorais, a espiritualidade do bispo tem a sua fonte em Cristo e a sua expressão mais íntima na oração do bispo. Quanto mais for homem de Deus, tanto mais será pai e pastor do seu rebanho. “O encontro com Jesus Cristo é acolhimento da graça do Pai que, pela força do Espírito, revela o Salvador e atua, no coração de cada pessoa, possibilitando-lhe esta resposta” (DGAE 7).
Recordamos, também, as palavras de Aparecida que estimula os pastores da Igreja a darem testemunho do amor e da misericórdia de Deus ao povo. “Sejam minhas testemunhas até os extremos da terra (At 1,18) (DA 236).

Saudamos o Mons. Ailton Menegussi e desejamos a ele e ao povo das comunidades de Crateús um tempo de graça. Nos alegramos com essa Igreja Particular que recebe um novo Pastor. Nossa Senhora Aparecida o conduza em seu ministério episcopal, concedendo-lhe paz e perseverança na caminhada.

Fonte: CNBB

Padre brasileiro assume setor responsável pela realização das Jornadas Mundiais da Juventude



O Padre João Chagas é oficialmente o novo responsável da Seção jovens do Pontíficio Conselho para os Leigos, responsável por organizar e realizar as Jornadas Mundiais da Juventude. Após o serviço prestado por Padre Eric Jacquinet, que trabalhou no dicastério entre 2008 e 2013, ano da Jornada Mundial da Juventude do Rio de Janiero, agora a Seção terá à frente o jovem sacerdote brasileiro.

Padre Chagas, ordenado presbítero em 21 de dezembro de 2001, começou sua colaboração com a Seção jovens do dicastério justamente em vistas da JMJ Rio, desde 2011. Padre João chega à direção após uma uma rica experiência pessoal adquirida, em nível internacional, junto à Comunidade Católica Shalom, associação internacional de fiéis reconhecida pelo Pontifício Conselho para os Leigos em 22 de fevereiro de 2007, onde viu nascer e crescer sua vocação sacerdotal.

Após os estudos filosóficos em Fortaleza, sua cidade natal, chegou a Roma para estudar na Pontifícia Universidade S. Tomás de Aquino (Angelicum) e, depois de um período de três anos no Brasil, voltou a Roma para estudar Teologia Espiritual no Pontifício Instituto de Espiritualidade Teresianum, onde até hoje leva adiante os estudos de doutorado. Por dois mandatos Padre João fez parte do Conselho Geral da Comunidade Shalom; há dez anos é assistente internacional da Comunidade com atividades em diversos países da América Latina, África e Ásia. Sua experiência se estende ainda às pastorais jovem, vocacional, às catequeses para jovens e adultos e animação litúrgica até a realização de grandes eventos; à coordenação dos jovens da Comunidade Shalom durante as JMJ de Roma, Toronto, Colônia, Sydney e Madri). Em Roma, foi ainda por muito tempo colaborador do Centro Internacional Jovem São Lourenço. Padre João também viveu a experiência paroquial entre 2007 e 2011, na paróquia de Santa Ana, na diocese italiana de Civita Castellana, na região do Lácio.

Fonte: Rádio Vaticano.

Papa Francisco pede dia de jejum por paz na Síria

O Papa Francisco pediu que as pessoas se unam a ele no próximo fim de semana em um dia de jejum pela paz na Síria. O pontífice convidou as pessoas de todas as religiões para se juntar a ele no sábado à noite, na Praça de São Pedro, no Vaticano, para evocar o “dom” da paz para a Síria, o resto do Oriente Médio e em toda região do mundo onde haja conflito.

Declarando “não mais guerras”, Francisco condenou o uso de armas químicas, numa fala a dezenas de milhares de pessoas reunidas na praça neste domingo dia 1º de setembro.

Ele disse que o “mundo precisa ver gestos de paz e ouvir palavras de paz” e que só o diálogo, e não a intervenção armada, pode acabar com a guerra civil na Síria.

A vigília de oração de cinco horas de duração vai durar até a meia-noite.

Em nossa comunidade Paroquial para coincidir com o horário do Vaticano será 14 hs ás 19 hs (2:00 da tarde ás 7:00 da noite) encerrando-se com a Santa Missa Sábado próximo dia 7 de setembro.

Nossos movimentos, pastorais, serviços e toda a comunidade paroquial esta convidada a participar deste momento de oração e de fé com o santo padre o Papa Francisco.

Fonte: G1.

ECC

O Encontro de Casais com Cristo da Paróquia de Nossa Senhora da Esperança, realizou nestes dias de 30/08 à 01/09 o 22º ECC de nossa comunidade. O Encontro foi realizado na Escola Estadual Manoel Vilaça, no bairro de Lagoa Nova. Aos nossos Casais nossos sinceros parabéns e aos casais que realizaram o 22º Encontro de Casais com Cristo força na caminhada.

Utilidade pública: recadastramento biométrico

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) inicia, na próxima quarta-feira (17), a terceira etapa do Projeto de Revisão Eleitoral com Coleta Biométrica, que acontecerá até as Eleições 2014. Nesta terceira fase, que vai até 14 de dezembro, serão revisados os eleitores das cinco zonas eleitorais de Natal, atingindo um contingente de pouco mais de 520 mil eleitores.

Serão 4 etapas de cadastramento, seguindo-se, preferencialmente, a data de nascimento do eleitor, conforme quadro abaixo:

MÊS DE NASCIMENTO PERÍODO PREFERENCIAL DA BIOMETRIA
Janeiro, fevereiro e março 17 de julho a 17 de agosto de 2013
Abril, maio e junho 19 de agosto a 14 de setembro de 2013
Julho, agosto e setembro 16 de setembro a 11 de outubro de 2013
Outubro, novembro e dezembro 14 de outubro a 09 de novembro de 2013

Os eleitores deverão agendar seus atendimentos através do site www.tre-rn.jus.br ou pelo telefone 3654-5000, este disponível a partir da terça (16).

Para fazer o recadastramento, o eleitor deverá comparecer ao Fórum Eleitoral de Natal, onde estará instalada a central de atendimento, portando documento de identidade com foto, título eleitoral e um comprovante de residência. Não será necessário levar cópia, só os originais.

A estrutura montada pelo TRE funcionará no Fórum Eleitoral, situado à Avenida Rui Barbosa, de segunda a sábado, das 8h às 18h. Serão 107 kits biométricos e mais de 250 servidores e estagiários estarão envolvidos. A Diretora-Geral do TRE-RN, Andréa Campos, lembra que o comparecimento é obrigatório: “O eleitor que não comparecer terá o seu título eleitoral cancelado”.

Até março de 2014, o Rio Grande do Norte completa o projeto de recadastrar por biometria 54 municípios, num total de 1.256.634 eleitores. O objetivo do cadastramento biométrico é garantir um sistema de votação verdadeiramente democrático e seguro. A tecnologia da biometria contribui para a racionalização do processo eleitoral, impedindo fraudes na identificação do eleitor. A meta do TSE é que, em 2018, todos os eleitores brasileiros estejam aptos a votar nas eleições após serem identificados pelas impressões digitais.

A expectativa é que sejam atendidos, diariamente, 4.000 eleitores, com uma média de tempo de atendimento de 20 minutos inicialmente.

O Presidente do TRE/RN, Desembargador João Rebouças, considera muito importante o recadastramento eleitoral com coleta biométrica, tanto para a classe política como para a Justiça Eleitoral: “O uso da biometria garante uma maior segurança na hora da identificação do eleitor, que não poderá passar por outro na hora de votar, já que cada pessoa tem impressões digitais únicas.”

Dom Matias comemora 50 anos de ordenação sacerdotal

A Arquidiocese de Natal celebrará missa em ação de graças, no próximo sábado, 13, às 17 horas, no Santuário dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, no bairro de Nazaré, em Natal, pelos 50 anos de ordenação sacerdotal do Arcebispo Emérito, Dom Matias Patrício de Macêdo. A celebração contará com a presença do Arcebispo Metropolitano, Dom Jaime Vieira Rocha, do clero natalense (padres e diáconos), fiéis em geral e autoridades.

Dom Matias Patrício de Macêdo, hoje com 77 anos de idade, foi ordenado Padre no dia 14 de julho de 1963, pelo então Bispo Auxiliar de Natal, Dom Eugênio de Araújo Sales, na Catedral de Natal (hoje, Antiga Catedral). No dia 12 de julho de 1990, ele foi eleito Bispo da Diocese de Cajazeiras, na Paraíba. A sagração episcopal foi no dia 21 de outubro de 1990, tendo como Bispo sagrante Dom Alair Vilar Fernandes de Melo e, como consagrantes, Dom Manuel Tavares de Araújo e Dom Zacarias Rolim de Moura.

Além de Bispo de Cajazeiras, Dom Matias foi bispo de Campina Grande-PB, de 29 de agosto de 2001 até 2003, quando foi eleito Arcebispo de Natal. A posse na Arquidiocese de Natal ocorreu no dia 25 de janeiro de 2004. Ao completar 75 anos, cumprindo o que manda o Direito Canônico, apresentou renúncia ao Papa, que foi aceita em 21 de dezembro de 2011. Mesmo assim, permaneceu à frente da Arquidiocese de Natal, com Administrador Apostólico, até a posse do atual Arcebispo, Dom Jaime Vieira Rocha, em 26 de fevereiro de 2012.


Assessoria de Comunicação.

Intenções para Missa em Aparecida-SP

Em razão da Missa Solene que Papa Francisco vai celebrar no Santuário Nacional, em 24 de julho, a Campanha dos Devotos está organizando um livro de intenções, que já podem ser enviadas por devotos de todo o Brasil.

Quem quiser oferecer intenções tem até o dia 14 de julho deve entrar em contato com a Campanha dos Devotos pelos seguintes canais de atendimento: telefone 03002101210, com atendimento diário das 7h30 às 23h50, ou pelo blog A12.com/devotos.

O Papa Francisco virá ao Brasil em virtude da Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro e, no dia 24 de julho, a cidade de Aparecida (SP) irá recebê-lo para presidir a Missa às 10h30, no Santuário Nacional.

Segundo Dom Darci José Nicioli, bispo auxiliar de Aparecida, “é grande bênção ter entre nós o Vigário de Cristo na terra e, graça maior ainda, poder juntos pedir a intercessão da Mãe de Deus, a Senhora Aparecida.

Vamos nos unir ao Papa e às suas intenções, rezar com ele e por ele”!

Atenção Jornalista!

Acesse WWW.a12.com/blog/imprensa e fique por dentro das notícias direcionadas a você.

Fonte: Sala de Imprensa do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida.


Carreata marca contagem regressiva para Jornada da Juventude

Os diversos segmentos da Juventude se engajam nos eventos organizados pelo Comitê Organizador Local da JMJ Rio 2013, em parceria com a CNBB, para marcar a contagem regressiva da Jornada Mundial da Juventude – JMJ. No dia 23 de junho, 30 dias antes da JMJ, todas as capitais realizarão uma carreata chamada “Bote Fé na Jornada Mundial da Juventude Rio 2013″.

Na Arquidiocese de Natal, a carreata será realizada no dia 23, domingo próximo, às 14 horas, com uma concentração na Catedral. “Vamos, simbolicamente, dar um ‘abraço’ na Catedral. Depois, sairemos em carreta pelas ruas de Natal, percorrendo vários bairros e visitando paróquias”, informa o Pe. Carlos Sávio, Assessor do Setor Juventude da CNBB. A carreata terminará às 17 horas, no Santuário dos Mártires, bairro de Nazaré, em Natal. Lá, haverá missa, presidida pelo Arcebispo de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha. O evento contará com representações dos vários segmentos da juventude, além de outros movimentos da Igreja.

Fonte: PASCOM ARQUIDIOCESANA / CACILDA MEDEIROS.

Papa Francisco enfrenta chuva para falar aos peregrinos na Catequese de hoje

VATICANO, 29 Mai. 13 / 02:37 pm (ACI).- Apesar da ameaça de chuva que havia hoje em Roma, uma multidão se congregou na Praça de São Pedro para a audiência geral das quartas-feiras que o Papa Francisco preside. Sem se preocupar em terminar encharcado, o Santo Padre saudou os milhares de fiéis como sempre o faz, sobre o papamóvel e sem nenhum tipo de proteção.

A chuva foi de tal intensidade que obrigou os assistentes a abrir o guarda-chuva, dando um tom “colorido” à Praça onde o Papa Francisco não poupou cumprimentos, beijos às crianças e paradas para aproximar-se de maneira pessoal às pessoas.

Ao concluir o percurso, o Santo Padre desceu do papamóvel e caminhou como de costume para ficar no meio do átrio da Basílica de São Pedro de onde faz a sua catequese.

Antes de fazê-lo tirou seu lenço, secou-se o rosto e brincou com alguns dos que o rodeavam ao ver que estava encharcado pela chuva.

Em italiano e com o sorriso que o caracteriza, o Santo Padre disse: “parabéns pela sua coragem sob a chuva. São fortes né!”.

Na catequese de hoje, o Papa fez uma reflexão sobre o que é a Igreja como família de Deus, à luz do Concílio Vaticano II.

Casamento comunitário

A secretária paroquial informa que ja estão abertas as inscrições para o casamento comunitario, por ocasião da Festa em honra a Santo Inacio de Loyola, Fundador da Congregação dos Jesuítas ao qual o Pe. Agustín pertence. Os casais interessados devem procurar a secretária paroquial até o dia 09 de junho e falar com a Senhora Maria José para obter mais informações do que será preciso para dar entrada no processo matrimonial. A expectativa é que aconteça cerca de dez casamentos.

Democratização do Estado Brasileiro é tema de Seminário

A Arquidiocese de Natal promoverá Seminário, dias 10 e 11 próximos, no auditório do SESC, da Cidade Alta, na capital potiguar. O evento faz parte da programação de preparação para a 5ª Semana Social Brasileira e debaterá o tema: “Participação no processo de democratização do Estado Brasileiro”.

O Seminário terá início, na próxima sexta-feira, 10, às 9h, com um momento de espiritualidade, conduzido pelo cantor e compositor de músicas religiosas, Zé Vicente. Depois, haverá uma mesa redonda, com a participação do Arcebispo de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha; do bispo de Mossoró, Dom Mariano Manzana, e do administrador diocesano de Caicó, Padre Ivanoff Pereira. À tarde, serão realizadas mais duas mesas redondas, que terão como expositores professores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e da Universidade Federal da Paraíba. A partir das 19 h, haverá palestra sobre “O papel civilizatório dos Movimentos Sociais e a luta pela democratização”, proferida pelo Frei Beto, frade dominicano, autor de mais de 50 livros, e que já recebeu vários prêmios pela atuação em prol dos direitos humanos.

No sábado, 11, das 8 às 12h, acontecerão oficinas temáticas, com vistas da construção de pistas propositivas sobre o tema: “O Estado que queremos”.

O Seminário é aberto a pessoas que atuam em pastorais sociais, movimentos sociais, sindicatos e demais interessados no assunto. Para participar é necessário fazer inscrição, no Centro Pastoral Pio X – subsolo da Catedral Metropolitana de Natal. A taxa de inscrição é de dez reais. Os interessados podem obter mais informações através do telefone (84) 3615-2800 e do e-mail setorsocial@arquidiocesedenatal.org.br

Pe Agostinho é o único jesuíta em atuação no RN

Por Sérgio Henrique Santos - repórter – Tribuna do Norte

Foto: Júnior Santos
Foto: Júnior Santos

A escolha de um papa jesuíta despertou curiosidade a respeito dos rumos da Igreja Católica sob o comando do novo pontífice. Francisco, nome escolhido pelo cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, inicia seu papado sendo pioneiro sob vários aspectos: é o primeiro Francisco a comandar a Igreja Católica, e também é o primeiro latino-americano. E o primeiro jesuíta. Os jesuítas, tão presentes nas aulas de História sobre a colonização do Brasil, agora voltam à tona na ótica da Igreja Católica. No Rio Grande do Norte existe apenas um padre jesuíta, Agustin Calatayud Salon, ou padre Agostinho, como é mais conhecido o pároco de Nossa Senhora da Esperança, em Cidade da Esperança, na zona Oeste de Natal.

Não obstante, o padre Agostinho comenta que ficou “muito feliz” com a escolha de um jesuíta para ser o novo papa. Ele não conhece pessoalmente o argentino Bergoglio, mas a alegria pela escolha se refere até mesmo por causa do nome do pontífice, Francisco.  “Isso nos coloca diante de São Francisco de Assis, que não é jesuíta, e sim o fundador dos Franciscanos. Mas na conversão de Santo Inácio de Loyola (fundador da Companhia de Jesus), ele leu biografias de santos, e uma das que mais o tocou foi a história de São Francisco, que se tornou conhecido por cuidar de doentes leprosos. Santo Inácio também cuidou de doentes e mendigos”, comenta padre Agostinho.

O papa Francisco representa no altar mais alto da Igreja, a ordem que se tornou famosa pelo papel evangelizador e educacional que desempenhou em várias partes do mundo. Em todo o planeta, os jesuítas somam 18 mil pessoas, entre padres e irmãos jesuítas, que são religiosos leigos, mas não ordenados padres. No Brasil,  há aproximadamente mil jesuítas, sobretudo no Sul do país. Mas também há jesuítas no Nordeste, especialmente na Bahia, Ceará e  Pernambuco.

O jesuíta Agostinho comentou que é uma característica dos membros da Sociedade de Jesus (Societas Jesu) não se apegar a regras muito rígidas que o próprio rito dos cargos que exercem lhe impõe. “Qualquer jesuíta, desde o papa que está em Roma, até eu que sou o último e estou aqui na Cidade da Esperança, sabe que para nós o que importa é Jesus Cristo no Evangelho. Valorizamos a liberdade evangélica e também somos homens de costumes simples”, explica.

Modesto, o papa Francisco também dá sinais de simplicidade. Na primeira semana de pontificado, ele deixou de usar o papamóvel e preferiu ir  em uma van com outros cardeais na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma. Na Basílica de Santa Maria Maggiore, o chefe da Igreja não seguiu o protocolo: entrou por uma porta lateral, acenou para um grupo de estudantes, curiosos e jornalistas e, ao sair, usou a mesma porta lateral para deixar o prédio.

“O que eu espero desse papa, jesuíta como eu, é que tudo o que ele faça, seja para a maior glória de Deus. Essa é a perspectiva geral de Santo Inácio de Loyola. E o lema dele era: em todas as coisas, amar e servir”, ressalta. “Eu espero que o novo papa nos ensine a sermos católicos verdadeiros, queiramos realmente seguir Nosso Senhor Jesus Cristo”.

“Tenho maior amor pelo bairro. Não quero sair daqui”

Filho de uma dona de casa e do proprietário de uma exportadora de laranjas, Agustin Calatayud nasceu em Valência, na Espanha, em 1945. Terminou o noviciado e estudou filosofia na capital, Madrid. Aos 21 anos de idade ele entrou na Companhia de Jesus, onde se ordenou padre em dezembro de 1974, na cidade espanhola de Gandía. No final de 1971, ele recebeu a visita de um padre superior provincial que havia visitado o Brasil, de onde vinha a notícia da necessidade de padres jesuítas no Nordeste do país. No dia 11 de março de 1972 ele chegou ao Brasil. Primeiro Agustin estudou teologia em São Leopoldo (RS), onde havia um teologado de jesuítas. “Fui ordenado diácono em São Leopoldo, mas a ordenação sacerdotal foi mesmo na Espanha. No sul do Brasil existe uma grande comunidade de jesuítas. Aqui no Rio Grande do Norte, só tem eu”, comentou.

O padre Agostinho também se especializou e retirou o diploma de Estudos Superiores Especializados (equivalente a um mestrado) em Estrasburgo, comunidade situada na região leste da França. De lá ele voltou para o Nordeste, e o primeiro ofício que o encarregaram foi o de dar aulas no Seminário da Prainha, em Fortaleza. “Ao mesmo tempo eu ajudava um padre do interior. O bispo de Itapipoca (CE) me pediu para ser vigário da catedral. Passei três anos em Itapipoca, antes de assumir uma paróquia de Fortaleza por cinco anos”.

A chegada ao Rio Grande do Norte aconteceu porque a Paróquia de Nossa Senhora da Esperança, em Cidade da Esperança, Natal, ficou sem vigário em 1985. “Meu superior, o arcebispo de Fortaleza, Dom Aloísio Lorscheider, entrou em comum acordo com o arcebispo de Natal, na época Dom Nivaldo Monte, e me pediu para vir para cá. Estou até hoje”.

O padre revela que os projetos que desenvolve na comunidade onde é pároco, em Cidade da Esperança, lhe garante que o trabalho social e evangelizador segue no rumo certo. A paróquia da Esperança também agrega os bairros de Cidade Nova e Cidade Nova. “Tenho maior amor pela Cidade da Esperança. Não pretendo sair daqui. Inclusive gostaria de ser enterrado nesta Igreja”, finaliza.

Companhia de Jesus foi fundada em 1534

Muitas pessoas já ouviram falar nos jesuítas, mas apenas a versão que consta nos livros de História do Brasil. Eles eram padres que levaram o catolicismo para regiões recém-descobertas no século XVI, principalmente na América. A Companhia de Jesus foi fundada em 1534 por Inácio de Loyola, pouco depois da Reforma Protestante. Era uma forma de barrar o crescimento do protestantismo no mundo. A criação da ordem se enquadra no contexto da Contra-Reforma Religiosa.

Os primeiros jesuítas que chegaram ao Brasil vieram em uma expedição de 1549 comandada pelo primeiro governador-geral do Brasil, Tomé de Souza (1503-1579). No século XVI, eles tentaram catequizar os índios, ensinando português e espanhol, costumes europeus e a religião católica. Alguns jesuítas se tornaram conhecidos, como padre Manoel da Nóbrega, padre José de Anchieta e padre Antônio Vieira. “Desde o início da história da Companhia de Jesus se pôs uma força nova na Igreja. Dos sete padres fundadores, quatro são santos. A Companhia nasceu para cumprir a missão que a Igreja quisesse lhe mandar”, comentou o padre Agostinho, único jesuíta no RN.

Fora das Américas, os jesuítas também difundiram o catolicismo e construíram escolas em diversas partes do mundo, como na Índia, na China e na África. Mas os jesuítas também foram criticados por impor o catolicismo aos índios contra a vontade própria dos nativos, e de ter conspirado contra o reino português durante o período colonial no Brasil. Por este motivo, o marquês de Pombal expulsou os jesuítas do Brasil, confiscando os bens da ordem em 1760. A ordem dos jesuítas chegou a ser extinta pelo papa Clemente XIV em 1773, e somente em 1814 voltou a ser aceita pela Igreja Católica, na gestão do papa Pio VII.

Segundo o padre Agostinho, a diferença dos jesuítas para outros religiosos é que a ordem adota quatro votos: castidade, pobreza, obediência, além de um voto especial de obediência ao papa. “Para onde o papa quiser nos enviar e onde houver necessidade da Igreja nós vamos”, garante o jesuíta potiguar. “Alguns livros de História têm uma visão negativa dos jesuítas. Mas na realidade os jesuítas sempre respeitaram a cultura própria de quem quer que evangelizassem. Claro que dentro da mentalidade dos séculos XVI, XVII e XVIII, era preciso levar as pessoas à igreja. Mas isso sempre foi feito com muito respeito, e olhando sempre para as necessidades reais dos índios, e depois, dos negros”.

Como pensa o único jesuíta do RN

Escolha do papa

“O que eu espero desse papa, jesuíta como eu, é que ele traga a espiritualidade própria da Companhia de Jesus que é a espiritualidade de Santo Inácio. Eu vou resumir em poucas frases, próprias de Santo Inácio: tudo o que fizermos, que seja para a maior glória de Deus. O lema dele era: ‘em todas as coisas, amar e servir’. Eu espero que esse papa nos ensine a sermos verdadeiramente católicos, queiramos realmente seguir a Nosso Senhor Jesus Cristo”.

Papel dos jesuítas

“Você encontra jesuítas com obras grandes como nas universidades católicas do Recife, do Rio de Janeiro, de Washington, e em Madrid. E também há colégios jesuítas espalhados por toda parte. Também é possível encontrar jesuítas que são técnicos ou professores de astrofísica. Grandes questões da ciência são discutidas por jesuítas, investigações nucleares e também atuando em trabalhos comunitários como na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, ou nos campos de refugiados da guerra no Sudeste asiático ou entre os países com guerra civil na África. Há uma diversidade de ofícios. Por exemplo, o Observatório Astronômico do Vaticano está com um jesuíta. E é assim pelo mundo afora. Um jesuíta está onde a Igreja e as pessoas estão”.

Jesuítas no RN

“Aqui no Brasil, e aqui no Rio Grande do Norte, os jesuítas trouxeram o desenvolvimento e a proteção de povoamentos indígenas. Aqui perto, em Extremoz, existiu no passado uma vila florescente que se tornou o maior centro populacional do Rio Grande do Norte. Maior até do que Natal. Era a Aldeia de São Miguel do Guajiru. Depois da expulsão dos jesuítas pelo marquês de Pombal (1760), a população de Guajiru, de 4 mil pessoas, ficou reduzida a 600 habitantes. Algo bem estaria fazendo os jesuítas, e algo errado estariam fazendo os outros”.

Fiéis

“Eu não acredito nem mesmo que existe debandada para outras igrejas. Eu acho que hoje em dia quem é católico é muito mais verdadeiro do que antes, quando todo mundo era e ninguém era (católico). Agora ou é de verdade ou não vale a pena ser”.

Cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio é eleito o novo papa

O arcebispo de Buenos Aires, Jorge Mario Bergoglio, de 76 anos, é o novo papa e sucessor de Bento XVI na chefia da Igreja Católica. É o primeiro pontífice latino-americano e jesuíta. Ele também é o primeiro a assumir o pontificado com o antecessor vivo em 600 anos e adotará o nome de Francisco.

Bergoglio nasceu em Buenos Aires, a 17 de dezembro de 1936, de uma modesta família de origem italiana. Entrou em 1958 na Companhia de Jesus e foi ordenado padre em 1969. Fez a profissão perpétua em 1973. Foi mestre de noviços e professor de teologia.

Ele se tornou arcebispo de Buenos Aires em 1998 e foi nomeado cardeal em 2001, por João Paulo II. O nome do cardeal argentino não aparecia entre os mais cotados antes e durante o conclave, que reuniu 115 cardeais por dois dias.

Bergoglio deve celebrar amanhã (14) a primeira missa como papa eleito. A expectativa é que a primeira missa seja formal e simples, com o celebrante vestido de branco, sem os paramentos (trajes) e o anel do pescador – símbolo do sucessor de São Pedro, patrono da Igreja, que é usado no dedo anular direito. Essa cerimônia é considerada um momento marcante, pois, nela, o papa indica como será seu pontificado.

Nos próximos dias, então, será realizada a cerimônia que marca o início do pontificado. Na solenidade, o papa receberá as vestes e o sapato vermelho, além do anel de pescador. O cajado poderá ser entregue antes. Essa solenidade costuma reunir apenas os cardeais e alguns religiosos – padres e freis – que atuam como assistentes.
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Papa Francisco

Fonte: Tribuna do Norte

Foto: Divulgação.

CIDADE NOVA FESTEJA SEU PADROEIRO

A Capela de São José, em Cidade Nova Festeja seu padroeiro de 15 a 23 de março, diariamente às 19:30  na Capela acontece Missa. Em seguida haverá funcionamento de barracas no largo da capela com comidas típicas, salgados, bolos etc.

O tema principal da Festa deste ano é “Com São José a juventude celebra o Ano da Fé”. Convida-nos a se sintonizar com a igreja no Brasil e com a jornada Mundial da Juventude que acontecerá no Rio de Janeiro de 23 a 28 de julho de 2013. A seguir veja a programação completa:

Data Celebrante Noiteiros
15/03 – sexta-feira Pe. Agustín SJ Grupos, Movimentos, Pastorais e Comunidade
16/03 – sábado Pe. Iranildo Virgilio Pastoral Familiar, Seminaristas, Legião de Maria, Mãe Peregrina, Terço dos Homens e comunidade
17/03 – domingo Pe. Ajosenildo Nunes Pastoral do Dizimo, Dizimistas e comunidade
18/03 – segunda-feira Pe. Gentil Pereira RCC e comunidade
19/03 – terça-feira DIA DE SÃO JOSÉ Pe. Marcone S. Soares Apostolado da Oração, Adoradores Leigos Filhos de Santana, Marceneiros e comunidade
20/03 – quarta-feira Pe. Antonio Teixeira Gomes MESCE, Coroinhas e Comunidade
21/03 – quinta-feira Pe. José Freitas Campos Juventude, JAVES, grupos de musica da Capela, Escolas Estaduais, Municipais, Particulares do bairro e comunidade.
22/03 – sexta-feira Pe. Robson Nascimento Silva Pastoral da Catequese, Pastoral do Batismo, Pastoral da Criança e comunidade.
23/03 – sábado – 16:30

MISSA DE ENCERRAMENTO DA FESTA

Pe. Marcone José S. Soares Todos os Movimentos, Pastorais, Serviços, Devotos de São José e a comunidade.

Vice-prefeita comemora aniversário com missa na Cidade da Esperança

Fonte: Rodrigo Loureiro

Imagens: Márlio Forte e Emerson Miguel

E a Igreja da Cidade da Esperança ficou pequena para o meio mundo de gente que foi prestigiar a Missa em ação de graças pelo aniversário da ex-governadora Wilma de Faria. Aniversariante do domingo (17) Wilma recebeu abraços mil e prestigio da cidade que ela já administrou três vezes e que hoje é vice-prefeita. Muitas lideranças do interior do Estado também foram abraçar a presidente estadual do PSB, que em seu discurso fez questão de agradecer a todos se mostrando firme e forte para os desafios que estão por vir.

Fotos: Márlio Forte e Emerson Miguel

Wilma com o esposo José Maurício, os vereadores Franklin Capistrano e Júlio Protásio (banco atrás), o prefeito Carlos Eduardo e as filhas Márcia Maia e Cintia e a neta Carol.

Fotos: Márlio Forte e Emerson Miguel

A eterna assessora e amiga, Magnólia Fonseca

Fotos: Márlio Forte e Emerson Miguel

Concentrados na missa, Carlos Eduardo e Nironaldo Câmara

Fotos: Márlio Forte e Emerson Miguel

Jornalista e blogueiro, Rodrigo Loureiro e a aniversariante, Wilma de Faria

Fotos: Márlio Forte e Emerson Miguel

Lauro Maia e Vaneesa prestigiando a missa de Wilma

Fotos: Márlio Forte e Emerson Miguel

Ana Cristina assina e Bruna Maia olha para o clique

Fotos: Márlio Forte e Emerson Miguel

Claro que a aniversariante agradeceu e muito aos presentes

Fotos: Márlio Forte e Emerson Miguel

Igreja lotada e atenta as palavras da ex-governadora Wilma de Faria

Arquidiocese de Natal sedia eventos nacionais nesta semana

A Arquidiocese de Natal sedia dois eventos nacionais e um regional, nesta semana. Dias 14 e 15, quinta e sexta-feira, acontecem a comemoração dos 50 anos da Campanha da Fraternidade – CF e o lançamento nacional da CF 2013. Na quinta-feira, a programação será desenvolvida no município de Nísia Floresta, local onde aconteceu a primeira Campanha da Fraternidade, no ano de 1962. Na sexta-feira, durante o dia, a programação será desenvolvida no Centro de Convenções, na Via Costeira de Natal, e, à noite, na Catedral Metropolitana. Esta programação contará com a presença do secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB e bispo auxiliar de Brasília, Dom Leonardo Steiner; do presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, da CNBB, e bispo auxiliar de Campo Grande (MS), Dom Eduardo Pinheiro; e bispos do Regional Nordeste 2, além de assessores da CNBB.

De 14 a 17, no Centro de Treinamento de Ponta Negra, haverá o encontro com coordenadores nacionais de pastorais e movimentos que trabalham com a juventude. O encontro é organizado pela Comissão Episcopal para a Juventude, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB.

De 14 a 16, no Centro Pastoral da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, de Parnamirim, acontecerá encontro com lideranças jovens, das 21 dioceses do Regional Nordeste 2, da CNBB, formado pelos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas.

PROGRAMAÇÃO ALUSIVA AOS 50 ANOS E LANÇAMENTO NACIONAL DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE

Dia 14.02.2013 (quinta-feira)

Nísia Floresta:

. 14h30 – Acolhida, em frente ao ‘baobá’, no centro de Nísia Floresta, ao Secretário Geral da CNBB, Dom Leonardo Steiner, e demais bispos.

. 15h – Missa, na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Ó, em Nísia Floresta

. 17h – Visita à comunidade rural Timbó, onde aconteceu a primeira experiência da Campanha da Fraternidade.

. 19h – Show com o Grupo Cantores de Deus, de São Paulo, na Comunidade Timbó.

Em Natal:

. 20 h – Inauguração da Escola de Governo Cardeal Dom Eugênio Sales, no Centro Administrativo. É uma homenagem do Governo do Estado ao criador da Campanha da Fraternidade, Dom Eugênio de Araújo Sales, falecido em 9 de julho de 2012.

Dia 15.02.2013 (sexta-feira)

Centro de Convenções de Natal:

. 8h30 – Abertura do Seminário “Igreja: fundamento de fraternidade”.

- Lançamento nacional da Campanha da Fraternidade 2013, cujo tema é “Fraternidade e Juventude”.

.9h15 – Palestra: “Campanha da Fraternidade na sua Primeira Fase (1966-1972)” – Palestrante:  Dom Jaime Vieira Rocha, Arcebispo Metropolitano de Natal.

. 9h45 – Palestra: “Campanha da Fraternidade na sua Segunda Fase (1973-1984)” – Palestrante: Professor Otto Santana (então pároco de Nísia Floresta, quando da criação da CF).

. 10h15 – Coffee break.

. 10h45 – Palestra: “Campanha da Fraternidade na sua Terceira Fase (1985-2013)” – Palestrante:  Pe. José Adalberto Vanzella, ex-assessor da CNBB para Campanha da Fraternidade.

. 11h15 – Palestra: “Campanha da Fraternidade 2013: Fraternidade e Juventude” – Palestrante: Dunga, missionário da Comunidade Canção Nova (Cachoeira Paulista – SP).

. 12h15 – Almoço

. 14h30min – Mesa redonda

Expositores:

- Dom Eduardo Pinheiro da Silva, Presidente da Comissão Episcopal para a Juventude,  da CNBB. Tema: Fraternidade e Juventude

- Padre Robério Camilo da Silva, da Arquidiocese de Natal. Tema: O jovem e a violência no Brasil e especialmente em Natal

- Alex Bastos, da Coordenação Nacional da Pastoral Juvenil e Presidente Nacional da Juventude Franciscana. Tema: Juventude e comunicação

-  Fernando Geronazzo de Souza, Coordenador Nacional do Grupo Jovens Conectados, membro da Equipe Nacional de Comunicação da Comissão Episcopal para a Juventude, da CNBB. Tema: A inquietação existencial do jovem e a busca pela dimensão espiritual.

. 16h – Palestra:  “Eis-me aqui, envia-me!” – Palestrante Padre Fábio de Melo.

. 17h30 – Encerramento do Seminário.

Catedral Metropolitana de Natal:

. 19h – Missa

. 20h – Vigília e adoração ao Santíssimo Sacramento, com a participação da cantora Eliana Ribeiro, da Comunidade Canção Nova.

. 22h30 – Encerramento da Vigília.

ENCONTRO NACIONAL DE JOVENS

Cerca de cem jovens, de vários estados do Brasil, se reunirão no Centro de Treinamento de Ponta Negra, em Natal, de 14 a 17 de fevereiro. Será o encontro dos responsáveis nacionais pelas pastorais e movimentos juvenis, acompanhados pela Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB. O encontro contará com a presença dos três bispos que compõem a Comissão: Dom Eduardo Pinheiro, bispo auxiliar de Campo Grande (MS); Dom Bernardino Marchió, bispo de Caruaru (PE); e Dom Vilson Basso, de Caxias (MA); além dos assessores da CNBB, Padre Sávio Ribeiro e Padre Antônio Ramos do Prado e do Grupo Jovens Conectados.

Durante o encontro, haverá o lançamento do novo documento da Igreja Católica, no Brasil,  sobre a evangelização da juventude. Na sexta-feira, à tarde, os jovens participarão do Seminário comemorativo aos 50 anos da Campanha da Fraternidade, organizado pela Arquidiocese de Natal, no Centro de  Convenções, e, à noite, da missa e da vigília, na Catedral Metropolitana.

O Encontro também é uma preparação para a Semana Missionária, que será realizada em todas as dioceses do Brasil, de 16 a 20 de julho deste ano, e da  Jornada Mundial da Juventude, que acontecerá de 23 a 28 de julho, no Rio de Janeiro.

Será a primeira vez que a CNBB reunirá, em único local,  coordenadores de todas as expressões juvenis da Igreja Católica.

ENCONTRO REGIONAL DE JOVENS

Coordenadores diocesanos de pastorais juvenis, do Regional Nordeste 2, da CNBB, se reunirão no Centro Pastoral João Correia de Aquino, da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, em Parnamirim, no período de 14 a 16 deste mês. O encontro começará na quinta-feira, 14, à noite. No dia 15, pela manhã, os participantes estudarão o tema da Campanha da Fraternidade 2013, que é a juventude. À tarde, participarão do Seminário comemorativo aos 50 anos da Campanha da Fraternidade, organizado pela Arquidiocese de Natal, no Centro de Convenções, na Via Costeira. À noite, o grupo irá à Catedral Metropolitana, para participar da missa e da vigília. No sábado, 16, a pauta do Encontro será a Semana Missionária e a Jornada Mundial da Juventude Rio 2013, que acontecerão no mês de julho.

A reunião contará com a participação do assessor da Comissão Episcopal para a Juventude, no Regional Nordeste 2, Padre José Tadeu Rocha, da Diocese de Palmares (PE).

O Nordeste 2 é formado pelas 21 Arquidioceses e Dioceses dos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas.

COLETIVA COM A IMPRENSA

A Arquidiocese de Natal convida a imprensa para participar do lançamento nacional da Campanha da Fraternidade 2013 e de uma entrevista coletiva, que acontecerão na próxima sexta-feira, dia 15 de fevereiro, no Centro de Convenções, Via Costeira de Natal. O momento também faz parte das comemorações dos 50 anos da Campanha da Fraternidade, cuja origem foi na Arquidiocese de Natal.

Lançamento nacional da Campanha da Fraternidade:

Data: 15 de fevereiro de 2013

Hora: 8h30

Local: Centro de Convenções – auditório Mórton Mariz

Coletiva de Imprensa

Data: 15 de fevereiro de 2013

Hora: 10 horas

Local: Centro de Convenções – sala Baía Formosa

Entrevistados:

1) Secretário Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, e bispo auxiliar de Brasília, Dom Leonardo Steiner;

2) Presidente da Comissão para a Juventude, da CNBB, e bispo auxiliar de Campo Grande (MS), Dom Eduardo Pinheiro;

3) Arcebispo Metropolitano de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha.

Pauta: Campanha da Fraternidade: história, resultados e tema de 2013 (juventude).

Fonte: Arquidiocese de Natal

Bento XVI renuncia ao pontificado

A sede vacante a partir das 20 horas do próximo dia 28 de Fevereiro

Publicamos as palavras com as quais Bento XVI, no final do Consistório ordinário público realizado na manhã de segunda-feira, 11 de Fevereiro, na Sala do Consistório do Palácio Apostólico, anunciou a decisão de «renunciar ao ministério de bispo de Roma»:

Caríssimos Irmãos,

convoquei-vos para este Consistório não só por causa das três canonizações, mas também para vos comunicar uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idóneas para exercer adequadamente o ministério petrino. Estou bem consciente de que este ministério, pela sua essência espiritual, deve ser cumprido não só com as obras e com as palavras, mas também e igualmente sofrendo e rezando. Todavia, no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor quer do corpo quer do espírito; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para  administrar bem o ministério que me foi confiado. Por isso, bem consciente da gravidade deste acto, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais em 19 de Abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20,00 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice.

Caríssimos Irmãos, verdadeiramente de coração vos agradeço por todo o amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso do meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. Agora confiemos a Santa Igreja à solicitude do seu Pastor Supremo, Nosso Senhor Jesus Cristo, e peçamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista, com a sua bondade materna, os Padres Cardeais na eleição do novo Sumo Pontífice. Pelo que me diz respeito, nomeadamente no futuro, quero servir de todo o coração, com uma vida consagrada à oração, a Santa Igreja de Deus.

Vaticano, 10 de Fevereiro de 2013.

BENEDICTUS PP. XVI

Fonte: site do Vaticano

Vice-prefeita de Natal participou mais uma vez da Festa da Padroeira

A vice-prefeita de Natal, Vilma de Faria, participou no último domingo, da procissão de encerramento da 28ª Festa da Padroeira de Nossa Senhora da Esperança. E partilhou com a equipe da Pastoral da Comunicação, sua alegria em participar da festa:
“uma emoção muito grande, por que a cada ano que se passa, a festa da fé, da Cidade da Esperança e de Nossa Senhora cresce, e aumenta a fé do povo. Isso é muito bom! Por que a fé nos dá a condição de saber que a vida da gente tem sentido. E nós que estamos aqui homenageando a padroeira do bairro que cresce, um bairro que a gente politiza cada vez mais. Estamos aqui pedindo a intercessão de Nossa Senhora da Esperança que nos ajude e que tenhamos uma cidade mais humana, um povo mais feliz e com justiça social”, Vilma de Faria.
Vice-prefeita de Natal caminhou pelas ruas do bairro, durante procissão

Domingo de procissão pelas ruas do bairro

Nossa senhora da Esperança foi conduzida pelas ruas do bairro de Cidade da Esperança, durante a procissão e missa de encerramento da 28ª Festa da Padroeira do bairro. Acompanhe as imagens:

Núncio Apostólico visitará Natal pela primeira vez

Dom Giovanni D’Aniello, Núncio Apostólico no Brasil – embaixador do Estado do Vaticano -, virá a Arquidiocese de Natal, pela primeira vez. No dia 14 deste mês,  à tarde, ele irá à comunidade de Nísia Floresta, e, no dia 15, cumprirá a seguinte agenda, em Natal: pela manhã, participará do Seminário em comemoração dos 50 anos da Campanha da Fraternidade e do lançamento nacional da Campanha da Fraternidade 2013, no Centro de Convenções, e do Encontro Nacional de coordenadores de expressões juvenis, no Centro de Treinamento de Ponta Negra, e, às 19h, presidirá missa, na Catedral Metropolitana.

Dom Giovanni é italiano e foi nomeado Núncio Apostólico do Brasil, pelo Papa Bento XVI, em 10 de fevereiro de 2012. Antes, ele desempenhou a mesma função na Tailândia e no Camboja.

Fonte: Arquidiocese de Natal.
Por: Cacilda Medeiros.

Última noite do novenário de Nossa Senhora da Esperança, sábado (02)

Seresta faz parte da programação

É tradição. Todos os anos, os frequentadores da Festa de Nossa Senhora da Esperança, reúnem-se para a tradicional seresta dos amigos, após a nove a missa.

Pe. Cassiano foi o celebrante da sétima noite do novenário

Imagens da quarta-feira (30), do novenário de Nossa Senhora da Esperança

Em noite emocionante, Pe. Iranildo foi o celebrante da terça-feira (29)

Administrador da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, em Passa e Fica-RN, Pe. Iranildo Augusto de Assis tocou o coração de jovens e adultos, e muitos casais, durante sua homilia. A seguir, as fotos da terça-feira do novenário.

Prefeito participa da festa de encerramento da padroeira da Cidade da Esperança

O prefeito de Natal, Carlos Eduardo, acompanhou a procissão que marcou o fim da 28ª festa de Nossa Senhora da Esperança, padroeira do bairro da Cidade da Esperança. Ao lado dos fieis ele percorreu as ruas do bairro e recebeu o carinho e incentivo dos moradores da comunidade.

A vice-prefeita da capital, Wilma de Faria, e o vice-governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, também prestigiaram a manifestação. Após a procissão, o prefeito Carlos Eduardo participou da missa solene, onde realizou a segunda leitura da celebração e em seguida participu de uma jantar na casa do Padre Agustin Solon ao lado do vice-governador, oferecido a sacerdotes e funcionários da paróquia.

Na quarta noite de novena, o Pe. Marconi foi o celebrante

Terceiro dia de novena

Imagens do segundo dia da 28ª Festa da Padroeira

Dentro das festividades, Pastoral Familiar realiza Casamento Comunitário

O segundo dia do novenário teve como celebrante o Pe. José Freitas Campos, pároco de São Sebastião, no bairro do Alecrim, em Natal. Pe. Campos participa há 28 anos das festividades de Nossa Senhora da Esperança. Bastante carismático, demonstrou felicidade ao extremo ao participar mais uma vez da novena.

Pe. Campos é pároco de São Sebastião, no Alecrim, em Natal.
Pe. Campos foi o celebrante da segunda noite do novenário

“Que beleza de fiéis. Que espetáculo de devoção”, disse o Pe. Campos no inicio da sua homilia. E completou que “a fé nos constituiu em uma assembléia. Viemos até aqui por causa de uma Mulher. Ela é Mãe, Esposa e Filha. Estamos falando de Maria que nos ampara todos os dias diante da insegurança, dor e sofrimento. E nos guia pela estrada da Esperança”, conclui.

Assim como o Pe. Julio na primeira noite do novenário, Pe. Campos também citou em sua homilia a Jornada Mundial da Juventude, que será realizada no Brasil em 2013. E fez um elo com a Campanha da Fraternidade desse ano.

Nesse sábado houve o casamento comunitário, que já faz parte da programação como de costume, da Festa da Padroeira. Segundo a coordenadora da Pastoral Familiar, Sergiane Pessoa, alguns meses antes da festa da padroeira, a pastoral realiza um “curso de noivos”. Onde os casais participantes deste preparam-se para o momento de receber o sacramento matrimonial.

Créditos: Alisson Morais

Casamento comunitário

“Foram 17 casais que participaram do curso. Mas hoje, no casamento comunitário, cinco maridos e esposas trocaram as alianças aqui na Igreja Matriz”, disse a coordenadora da Pastoral Familiar. Ela explicou ainda que, os casais participantes do curso de noivos têm livre escolha do local a ser realizado o casório.

O casamento comunitário é realizado também pela secretaria paroquial, onde juntamente com a Pastoral Familiar, faz uma ligação da Igreja com o cartório, para o casamento civil.

Após a novena e missa, o público se fez presente na praça da igreja matriz. Duas atrações musicais da Cidade da Esperança agitaram os moradores do bairro e das comunidades vizinhas, que prestigiaram a programação sociocultural da 28ª Festa da Padroeira de Nossa Senhora da Esperança.

Por Alisson Morais.

Imagens da primeira noite do novenário